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Professor fará Enem pelo oitavo ano

Ana Beatriz Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

Mais uma edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será realizada e, pela oitava vez, o professor de matemática Alex Fernando Siqueira, de 38 anos, entrará em uma sala de aula. Não para lecionar, mas para fazer a prova.

Conhecido por seu alto nível de dificuldade, o exame que será aplicado em todo Brasil, neste domingo (3) e no próximo (10), está cada vez mais exigente, constata o já especialista na prova.

"Fiz uma primeira vez quando eu terminei os estudos. Este será o 7.º ano seguido, em um total de oito provas. Faço o exame para aprender seu funcionamento e o da Teoria de Resposta do Item (TRI) - que é como o Enem avalia o aluno", comenta.

Em 19 anos como professor, Alex percebe a nota dos aprovados sempre aumentando. Ele mesmo já obteve resultado para entrar em medicina. E confirma: é o que dá mais trabalho. Já passou em outros cursos como direito, jornalismo e engenharias. "Já fiz o melhor possível. Já fiz também o pior possível. Eu venho fazendo testes para entender como funciona a nota e como organizar melhor o tempo e poder passar isso aos meus alunos", afirma.

DIFERENÇA

O especialista conta que a Unicamp faz um encontro de professores, todos os anos, propiciando troca de informações com acesso a estatísticas que auxiliam no momento de passar as melhores dicas para os alunos. "Nós temos os vestibulares tradicionais que são feitos de um jeito e o Enem, que é completamente diferente. Normalmente, os alunos não têm orientações de como fazer essa prova", fala. "Como o Enem mede proficiência e não desempenho, se o aluno não ataca a prova de uma maneira correta, ele tira nota abaixo do que tiraria se soubesse a estratégia", explica.

DICAS

Alex informa que os vestibulares são avaliados por porcentagem e, que no Enem, cada questão mede o nível do aluno. "Têm questões de nível baixo, médio e alto. Quando o aluno faz uma prova coerente, acertando todas as fáceis, algumas médias e uma ou outra difícil, ele tira a maior nota possível. Mas quando faz a prova como nos outros vestibulares que são feitos na sequência e se enrosca em uma questão difícil, perde tempo. No final, pode ter que chutar as outras. No vestibular comum, isso não traz grandes prejuízos. Mas no Enem, não pode chutar questão sem ler. Porque se chutar e errar algumas fáceis e acertar outras difíceis, o algoritmo entende que foi chute e a proficiência da prova cai muito", alerta o professor.

Segundo ele, o mais indicado é valorizar as questões fáceis e médias e tentar acertá-las. "Costumo dizer que são 10 questões mais difíceis. Caso o aluno consiga identificá-las e garantir que são elas as mais difíceis, pode brigar pelas outras 35 e depois tentar fazer as 10", sugere.

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