Nacional

Maranhão cria força para proteger terras indígenas

Antony Bodley
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - O Estado do Maranhão criou uma força-tarefa policial nesta segunda-feira para proteger a tribo Guajajara de madeireiros ilegais, que mataram um de seus líderes em um confronto por desmatamento em sua reserva na Amazônia.

Os madeireiros ilegais emboscaram um grupo indígena formado para proteger a floresta, mataram a tiros um de seus líderes e feriram outro na sexta-feira, informou a tribo. Um madeireiro também morreu no tiroteio.

Paulo Paulino Guajajara, também chamado de  Lobo, estava caçando dentro da reserva de Araribóia quando madeireiros abriram fogo e atiraram no pescoço dele. Outro Guajajara, Laércio, foi ferido no braço e nas costas, mas conseguiu escapar.

'GUARDIÕES DA

FLORESTA'

A aplicação da lei em reservas indígenas é uma responsabilidade federal, mas os "guardiões da floresta" de Guajajara assumiram a tarefa na ausência de proteção federal e diante do aumento de invasões por madeireiros armados desde que o presidente Jair Bolsonaro assumiu o cargo em janeiro.

O governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB), decretou a criação de uma força-tarefa de policiais para proteger os Guajajaras e treiná-los em práticas de segurança para defender e patrulhar sua reserva, embora não instruções sobre armas de fogo.

Dino disse que, dada a ausência de agências federais que protegem os indígenas em seu Estado, a força-tarefa irá cooperar com eles em emergências e no combate à extração ilegal de madeira em áreas da reserva.

"Levamos a sério a defesa dos direitos indígenas e queremos ajudar. Não compactuamos com etnocídio.", afirmou Dino no Twitter.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, lamentou o assassinato e prometeu uma investigação completa. A Polícia Federal foi enviada para determinar as circunstâncias das mortes.

 

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