Turismo

Turismo comunitário: qualificação


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Na busca por outras fontes de renda para a população do entorno da APA para desenvolver o turismo comunitário, foi preciso qualificar pescadores que se formaram em marinheiros auxiliares. São 27 pessoas aptas para o serviço.

"A Capitania dos Portos fez, na mesma época, um curso nacional para 30 pessoas e nós aqui na Baía de Guanabara fizemos para 27. Às vezes falar em 27, parece pouquinho, mas é quase o mesmo do nacional. Foi feito para o pescador artesanal se qualificar e dar uma força para o projeto de turismo comunitário", indicou o presidente da Cooperativa Manguezal Fluminense, o pescador Adaildo Malafaia.

O local é muito procurado por turistas que querem fazer passeios de barcos realizados pela cooperativa. O ponto de partida é a APA. A reportagem da Agência Brasil teve oportunidade de percorrer de barco 11 quilômetros de rio desde a APA até a foz da Baía de Guanabara e depois seguir pela área mais aberta onde se via a Ilha de Paquetá, as montanhas da região serrana do Rio e a capital até voltar à APA.

Nesse trajeto, passa-se na calha onde estão os rios Guapimirim, Guapiaçu e o Guapi-Macacu, que é o mais limpo dos 35 rios que deságuam na Baía de Guanabara e sozinho é responsável por quase 40% de água com qualidade que abastece a baía. "Esse rio aqui é responsável por toda essa qualidade de vida. A gente brinca que é arca de Noé da Baía de Guanabara", observou Adaildo Malafaia.

O passeio seguiu ainda pela área reflorestada Capinzal de 9 hectares. Lá, as mudas de 50 cm plantadas, hoje, são árvores de seis metros. Viu, ainda, a margem repleta de filhotes de caranguejo e passou no Canal da Banana onde, no passado, olarias exploravam a madeira do local para usar em seus fornos e, com isso, promoveram a destruição da vegetação. Agora, já recuperada, a extensão toda recebe, novamente, entre outras aves, colhereiros rosa que parecem fazer um balé no ar, o martim pescador e a garça moura.

Pelo caminho, percebe-se a beleza de um bando de biguás, que sobrevoa o espelho d'água. Alguns, aproveitam também para se banhar. Em breve, outra espécie também voltará a ser vista em maior quantidade no local. Os guarás vermelhos que estão começando a ser reintroduzidos no seu habitat. Momentos de pura natureza que só enchem de energia os que têm condições de admirar tudo isso. "É um espetáculo", disse o biólogo, que não se cansa de assistir o movimento das aves.

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