Uma realidade inequívoca no Brasil de hoje é a incrível competição para se falar asneira entre governo e oposição. Parece que o ditado 'fale mal, mas fale de mim' é o mote da política de hoje. Primeiro em mais um episódio das aventuras dos filhos do capitão, o "diplomata" da família Eduardo Bolsonaro prega a volta da ditadura.
Ato contínuo, a oposição do PT e satélites PSOL, PCdoB e outros menos conhecidos já se movimentam para pedir punição do filho do presidente em um ato semelhante à censura do regime militar, a cassação por opinião. Embora estapafúrdia, mas é a opinião dele e, como parlamentar, tem o direito de expressá-la.
Outro ato contínuo: a Gleise Lula Hoffman vai a um congresso sob o tema "Democracia contra o neoliberalismo" em nenhum outro lugar senão em Cuba e fico a me perguntar se os cubanos agora se converteram ao neoliberalismo, já que em democracia Cuba é a última de toda a América. Além do PT, ainda participaram os representantes "democráticos" de Maduro, Ortega, Morales e outros miniditadores e candidatos a isto, de 'Latino América'.
Para completar o quadro, o sempre "competitivo" Ciro Gomes, pois só compete, está aliado, desta feita do "impoluto" ex-ministro de Dilma, Carlos Luppi, e, incomodado com a polarização Bolsonaro-PT, sobe o tom contra Lula e contra Bolsonaro. No entanto, ninguém responde, até porque destempero em Ciro não é mais notícia e sim rotina, notícia seria ele propor conciliação.
Nem esquerda nem direita e nem centro tem a coragem de discutir e propor soluções dentro da lei atual, ou ainda para modificar esta lei para reduzir o número de representantes no Congresso gigante do Brasil, refletindo melhor a população e fazendo com que o voto de um brasileiro de São Paulo não seja desvalorizado, valendo menos de um vigésimo de um voto do Acre ou de Amapá.
Outro problema a ser tratado é uma reforma na lei sobre a casta dos intocáveis juízes do Supremo e suas prerrogativas acima das leis, atuando como legisladores, polícia, promotores e juízes de primeira e de última instância.
A retirada da PEC da bengala, fazendo com que de imediato se aposentassem Celso Melo, presente de Sarney; Marco Aurélio Melo, presente do primo Collor de Melo; Levandowski; presente do casal Lula da Silva; Gilmar Mendes; presente de FHC. Só por aí teríamos uma reforma de quatro votos a favor de bandidos e principalmente de políticos de colarinhos brancos.
Além disto; a eleição de juízes de carreira com atuação sem mácula desde a primeira instância seria condição sine qua non para a escolha de novos juízes, evitando Toffolis e Marco Aurélios ou Levandowskis e de notável conhecimento jurídico, com livros publicados e cátedra em universidades renomadas.