Onde antes era palco de movimento de veículos e um vai e vem de pessoas, hoje é de vazio e, em alguns casos, de completo abandono. Esse é o cenário que enfrenta o mercado de revenda de combustíveis em Bauru, que se agravou nos últimos meses. De acordo com dados da Associação dos Revendedores de Combustível de Bauru e Região, oito postos fecharam na cidade nos últimos 12 meses.
Os motivos são os mais diversos, mas dois são preponderantes para explicar a dificuldade do negócio na cidade. De acordo com o presidente da entidade, Edivaldo Tushi, o primeiro desafio é a concorrência, classificada por ele como desleal, entre estabelecimentos que praticam preços abaixo do mercado. O segundo é o cenário econômico enfrentado pelo País. "Em Bauru, estamos numa situação difícil. Quem trabalha corretamente pagando as notas acaba fechando as portas. O preço médio de combustível aqui é inferior à grande parte das cidades do País", explica Tushi.
POUCO LUCRO
Segundo Tuschi, há muito tempo os empresários do setor, que atuam corretamente, estão trabalhando praticamente "no custo", ou seja, com um índice muito pequeno de lucro entre o valor de aquisição dos combustíveis nas distribuidoras e o preço final para o consumidor.
"O exemplo é a gasolina. Nos postos com bandeira, o custo do litro para nós, em média, é de R$ 3,85. Têm postos em Bauru que operam com venda a R$ 3,74. Quem está legalmente no mercado está sofrendo", explica o presidente. Segundo a associação, outros dois postos, localizados na avenida Nações Unidas, devem integrar a lista de fechados nas próximas semanas.