Internacional

Oito morrem em confronto na Bolívia


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La Paz - Autoridades da Bolívia confirmaram a morte de oito pessoas nos protestos ocorridos entre a sexta-feira (15) e, ontem sábado (16) em Cochabamba, região central do país, após repressão da polícia e da Forças Armadas contra uma marcha de apoiadores do ex-presidente Evo Morales, que renunciou ao cargo no último domingo (10). Na capital, La Paz também houve confronto. O representante da Defensoria do Povo da Bolívia em Cochabamba, Nelson Cox, afirmou que outras 125 pessoas ficaram feridas e 110 manifestantes foram detidos durante a manifestação, considerada a mais violenta até agora desde a renúncia e saída de Morales do país. 

"Estão usando dinamite e armamento letal como (fuzis) Mauser 765. Nem as Forças Armadas, nem a polícia têm esse calibre, por isso estou alarmado", disse.

A tropa de choque, apoiada por militares e um helicóptero, dispersou os manifestantes à noite. 

O agora ex-presidente está asilado no México desde terça-feira (12). O comando do país foi assumido pela senadora de oposição Jeanine Áñez, do partido Unidad Demócrata, que declarou-se presidente da Bolívia. Ela removeu a cúpula militar e prometeu eleições "no menor tempo possível".

VIOLÊNCIA

Segundo a polícia, os manifestantes estavam portando armas de fogo e objetos contundentes, além de atirarem coquetéis molotov contra as forças de segurança, o que também teria resultado em vários feridos entre policiais e soldados.

A repressão da marcha começou sobre uma ponte que une o municípios de Sacaba e Cochabamba, quando um grupo de cerca de 400 agricultores tentava chegar ao centro da cidade. Militares e policiais tentaram impedir a passagem dos manifestantes, mas não houve acordo entre as partes, desatando os distúrbios.

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