Bauru subiu no ranking do varejo de artigos para casa e decoração e está entre as 60 maiores cidades do Brasil quando o assunto é o consumo desses produtos. Mapeamento produzido pelo segundo ano consecutivo pela Associação Brasileira de Artigos para Casa, Decoração, Presentes, Utilidades Domésticas, Festas e Flores (ABCasa) e pelo instituto IEMI Inteligência de Mercado mostra que, em 2018, a cidade ficou na 52.ª colocação no ranking brasileiro, subindo quatro lugares.
A contribuição de Bauru no mapa geral de consumo foi de 0,24% no ano passado, contra 0,22% em 2017. Entre as classes sociais, destacam-se B1 e B2, respectivamente, com 0,32% e 0,29% de participação.
Aliás, Bauru é a 14.ª maior cidade do Estado de São Paulo no ranking, ficando atrás apenas da Capital Paulista, Campinas, Guarulhos, São Bernardo do Campo, Santo André, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Osasco, Santos, Sorocaba, Jundiaí, São José do Rio Preto e Piracicaba.
Segundo o levantamento, o município está à frente de localidades como Mogi das Cruzes, Barueri, Mauá, Taubaté e São Caetano do Sul, além de diversas Capitais de outros Estados, como Macapá, Rio Branco, Boa Vista e Palmas.
NACIONAL
No País, em 2018, as vendas do varejo tiveram um crescimento de 16,3% em relação ao ano anterior - o setor movimentou R$ 62,9 bilhões, contra R$ 54 bilhões em 2017.
Uma novidade da pesquisa foi a incorporação do setor têxtil (casa, mesa e banho). Dessa forma, foram registrados ganhos em praticamente todos os indicadores analisados, a começar pela produção: o novo setor acrescentou R$ 11,4 bilhões ao valor representado pelas áreas abrangidas pela ABCasa. Além disso, as vendas no varejo tiveram um ganho de R$ 18,4 bilhões, totalizando R$ 81,3 bilhões.
No ano passado, a produção de artigos para casa e decoração apresentou um crescimento de 8%, passando de aproximadamente R$ 24 bilhões para R$ 25,7 bilhões. Tal resultado foi possível graças às 20 mil unidades produtoras existentes no País. Contudo, por conta da crise econômica, houve uma redução de 2,9% no número de unidades produtoras.
OTIMISMO
De acordo com o levantamento, no entanto, existe uma indicação de que o setor vem melhorando seus níveis de produtividade e eficiência, seja pela adoção de melhorias no processo produtivo, novas tecnologias e até mesmo um aumento no valor agregado dos produtos relacionados à casa e decoração.
Em relação à cadeia de escoamento desses produtos até o consumidor final, foi registrada uma queda de 1,4% no número de atacadistas do setor. Com a inclusão de cama, mesa e banho, o crescimento fica em 0,4%. Quanto ao número de pontos de venda do varejo total, o setor apresentou uma contração de 2,3%. Com os novos segmentos, os números crescem 7%.
No geral, a mão de obra empregada no varejo manteve-se no patamar dos 2,2 milhões de funcionários. O varejo não especializado teve um acréscimo de 100 mil postos de trabalho, apresentando um crescimento de 6,7% entre 2017 e 2018.
Em relação ao comércio exterior, o setor teve um crescimento de 20% das importações, passando de US$ 1 bilhão em 2017 para US$ 1,2 bilhão em 2018. Em relação às exportações, também apresentaram crescimento de 8,1%, passando de US$ 872 milhões para US$ 943 milhões. Com a entrada do setor de casa, mesa e banho, houve um acréscimo de US$ 200 milhões em importações e US$ 47,1 milhões em exportações.