Polícia

Acusado de atacar professor responderá em liberdade

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 1 min

Após a família pagar R$ 1 mil de fiança, o homem de 30 anos acusado de injúria racial e lesão corporal dolosa contra um professor negro da Unesp em pleno Dia da Consciência Negra irá responder aos crimes em liberdade.

Conforme noticiado pelo JC, o fato ocorreu nesta quarta-feira (20), quando o professor universitário Juarez Tadeu de Paula Xavier, de 60 anos, estava no estacionamento de um estabelecimento comercial.

O docente conta que foi chamado de 'macaco' e, ao reagir, acabou atingido por golpes de canivete no ombro direito e no braço esquerdo. O professor foi socorrido na UPA do Geisel e passa bem.

Já o agressor, Vitor dos Santos Munhoz, foi contido por pessoas que presenciaram a confusão até a chegada da Polícia Militar (PM). Ele alegou aos policiais que estava sendo perseguido por uma ordem secreta, o que aparentava ser uma alucinação.

O autor dos golpes ainda negou ter direcionado ao docente ofensas racistas, mas uma testemunha confirmou que ele falou várias vezes a palavra "macaco".

Já na Polícia Civil, a família de Vitor apresentou um laudo de esquizofrenia. O caso foi registrado como injúria racial e lesão corporal dolosa.

Vale destacar que, conforme o entendimento jurídico, para a injúria racial, ofensa proferida a determinada pessoa por conta da raça, cabe fiança. Já o crime de racismo, inafiançável e imprescritível, é configurado quando há um ato de discriminação por conta da raça. Ações como impedir o acesso de negros a determinados estabelecimentos ou negar empregos por conta da cor da pele, por exemplo, são consideradas racismo.

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