Reflexão e Fé

Deus está morto? (Parte 3)


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Hoje refletiremos nossos últimos argumentos sobre a existência de Deus com base na lógica da vida. Até a primeira metade do século passado era comum entre os filósofos a reação de desprezo sobre qualquer discussão acerca de Deus. Contudo com o entardecer do século 20 seguiu-se um grande número de pensadores das mais diversas áreas acadêmicas concordando com a estrutura teísta para a existência cósmica. Portanto, o ateísmo, embora ainda seja dominante nas universidades ocidentais, é uma ideologia em retirada, afinal o interesse pela teologia como existência de Deus tem sido crescente; logo, Deus não está morto, nem na academia e muito menos nos corações das pessoas, porque no universo, Deus é o que melhor explica a experiência da vida.

A própria possibilidade da existência de Deus implica que Deus existe. O argumento ontológico, descoberto no ano de 1011 pelo monge Anselmo de Cantuária, defende a existência de Deus através da ideia de que simplesmente Deus é. Segundo observou Anselmo, Deus é por definição o maior ser que se pode conceber. Se fosse possível conceber algo maior do que Deus, esse algo seria Deus. Portanto, Deus é o maior ser que se pode conceber. Como seria um ser assim? Onipotente, onisciente, bondoso e justo e, existiria em todos os mundos, possíveis. Podemos resumir este parágrafo compreendendo que é possível que um ser maximamente grande e poderoso exista no mundo real. O que você acha? O ateu tem que sustentar que é impossível que Deus exista; isto é, ele tem que sustentar que o conceito de Deus é logicamente incoerente, assim como o conceito de um solteiro casado ou um quadrado redondo. Por outro lado, o teísta concorda que existem múltiplos argumentos para a existência de Deus que, ao menos, sugerem que é possível a existência de Deus. Deixo a questão com você. Você acha, como eu, que é ao menos possível que Deus exista? Se sim, segue-se a lógica que de fato Ele existe. Deus também pode ser conhecido e experimentado pessoalmente. Este não é bem um argumento lógico para a existência de Deus; trata-se, antes, de uma afirmação de que é possível saber que Deus existe em total independência de argumentos, ao experimentá-lo pessoalmente. Os filósofos designam crenças apreendidas dessa maneira de "crenças apropriadamente básicas". Elas não se baseiam em alguma outra crença; antes, são parte do fundamento do sistema de fé. A fé e crenças não podem ser provadas simplesmente com argumentos. Como seria possível provar que o mundo não foi criado cinco minutos atrás com aparências integradas de idade como traços de memória em nossos cérebros de eventos pelos quais na verdade nunca passamos? Como seria possível provar que você não é um cérebro em um tonel de substâncias químicas estimuladas com eletrodos por algum cientista maluco, para que você creia que está lendo este artigo? Não baseamos estas crenças em argumentos; antes, são parte dos fundamentos de nosso sistema de crenças. Embora esses tipos de crenças nos sejam basilares, não significa que sejam arbitrárias. Pelo contrário, são fundamentados no sentido de que se formam no contexto de determinadas experiências. No contexto experiencial de ver, sentir e ouvir coisas, formo naturalmente a crença de que haja determinados objetos físicos que detecto. Assim, minhas crenças básicas não são arbitrárias, mas apropriadamente fundamentadas na experiência. Pode não haver uma maneira de provar tais crenças, e mesmo assim é perfeitamente racional mantê-las. Tais crenças não são simplesmente básicas, mas apropriadamente básicas. Da mesma forma, a crença em Deus é, para quem O busca, uma crença apropriadamente básica fundamentada na sua experiência de Deus. A Bíblia promete: "Achegai-vos a Deus, e ele se achegará a vós" (Tiago 4.8). Não devemos nos concentrar nos argumentos externos a tal ponto que não consigamos ouvir a voz interna de Deus aos nossos corações. Para quem ouve, Deus se torna uma realidade pessoal.

Em suma, vimos aspectos em que Deus fornece uma melhor explicação do mundo do que o faz o naturalismo: Deus é a melhor explicação por que algo existe sobre a origem do universo, na aplicabilidade da matemática ao mundo físico, no ajuste fino do universo para a vida inteligente, também nos estados intencionais de consciência de valores e deveres morais objetivos, além de que a própria possibilidade da existência de Deus implica que Deus existe, assim, Deus pode ser experimentado e conhecido pessoalmente.

IGREJA BATISTA DO ESTORIL. CELEBRAÇÃO PÚBLICA: Domingo 19h Rua Virgílio Malta, 21-59, Jardim Estoril, Bauru/SP

 

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