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13.º pressiona entidades assistenciais

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

A chegada do fim do ano impõe um desafio às entidades assistenciais, que têm seu custo de funcionamento aumentado, especialmente em razão do pagamento do 13.º salário dos funcionários. E, para cobrir todas as despesas, estas instituições precisam criar diversas estratégias para arrecadar fundos, como a mobilização de colaboradores para doações e a promoção de eventos beneficentes.

Segundo Paulo Bufeli, presidente da Associação das Entidades Assistenciais e Promoção Social de Bauru (Aeaps), por conta das dificuldades financeiras já esperadas, grande parte das instituições possui um planejamento anual para este momento. "Elas buscam se programar, realizando eventos como pasteladas, jantares, sorteios e show de prêmios, em um trabalho árduo que dura o ano todo".

Uma delas é a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), que realiza anualmente a já tradicional Feira da Bondade para arrecadar recursos para a manutenção de suas atividades. Para o fim do ano, visando especificamente o pagamento do 13.º dos funcionários, a instituição inicia, em 2 de dezembro, a venda de bilhetes para mais uma edição do Festival de Prêmios (leia mais na página 8).

Com 16 anos de atuação em Bauru, o Programa de Integração e Assistência à Criança e ao Adolescente, conhecido como Aelesab, mantém convênio com a prefeitura. Porém, conforme explica a assistente de marketing e comunicação Rose Santini, a entidade desenvolve atividades extras, não cobertas pela parceria, contemplando, ao todo, cerca de 8 mil atendidos.

Por conta do porte do projeto, a necessidade de recorrer a outras fontes de renda se torna inevitável, especialmente nesta época. "Temos, por exemplo, um setor social que cuida dos funcionários, com atendimento multidisciplinar, com custo à parte, inclusive do 13.º salário".

COBERTURA

A cobertura das despesas, segundo Rose, é garantida com ações realizadas ao longo de todo o ano, inclusive com apoio de empresas, instituições privadas, escolas e igrejas, que também promovem eventos com arrecadação de itens para doação. "Com isso, conseguimos minimizar nossos gastos e honrar os pagamentos do final do ano", acrescenta.

Algumas entidades assistenciais, contudo, ainda deverão adotar medidas mais drásticas para fechar o ano no azul. É o caso, por exemplo, da Associação dos Familiares e Amigos dos Portadores de Autismo de Bauru (Afapab), que provavelmente terá de recorrer a um empréstimo bancário para pagar o 13.º dos funcionários.

"No fim do ano, os custos quase dobram. E está cada vez mais difícil mobilizar pessoas para promover eventos", comenta a assistente administrativa Margarete Aparecida Talon. Segundo ela, o valor só não será mais alto porque, neste ano, a Afapab foi habilitada para receber créditos da Nota Fiscal Paulista e conseguiu obter bom retorno financeiro de doadores cadastrados.

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