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Notificação de Aids é a menor em 12 anos

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Em Bauru, as infecções por HIV registraram sua menor taxa de notificação dos últimos 12 anos. Apenas 16 casos foram contabilizados pelo Departamento de Vigilância Epidemiológica até outubro deste ano, o que indica grande redução, já que a média da última década era de 62 casos por ano (leia mais ao lado). A Secretaria Municipal de Saúde de Bauru relata que a queda é resultada do programa de prevenção, especialmente após a chegada, há um ano no SUS, das profilaxias pós (PEP) e pré-exposição (PrEP) ao HIV. A testagem rápida, importante para a descoberta e início do tratamento, que pode reduzir a carga viral a níveis não transmissíveis, também é responsável pela queda. Hoje, no Dia Mundial de Luta Contra a Aids, uma campanha para ampliar ainda mais a prevenção tem início (leia mais nesta página).

A redução observada em Bauru acompanha uma curva a nível estadual e nacional. "É algo que observamos com mais intensidade nos últimos dois anos, e que surgiu com as estratégias da prevenção combinada, que conta com a PEP sexual, profissional e por motivo de violência sexual, e a PrEP", cita a Josiane Fernandes, coordenadora do Programa Municipal de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) Aids e Hepatites Virais.

O grupo mais vulnerável ao vírus é formado por pessoas entre 20 e 29 anos, mas a população de idosos também preocupa o poder público.

"A informação sobre a PrEP e PEP tem chegado às pessoas, principalmente ao jovem na era da tecnologia. Ele se informa e busca se prevenir. E também é raro alguém nos procurar depois que as 72 horas da exposição ao vírus passaram", analisa Josiane. "Já quanto às pessoas idosas e deficientes, a sociedade parece ignorar achando que elas não têm práticas sexuais, o que também os torna vulneráveis. Temos feito campanhas para estes grupos", completa.

TRUVADA

Atualmente, 83 pessoas estão em acompanhamento pelo Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) e fazem profilaxia pré-exposição por meio da medicação Truvada. Segundo a coordenadora do programa não há demanda reprimida. "Nós vamos encaixando. É uma medicação de uso contínuo e são feitas avaliações antes. Não há reações adversas, mas as funções renais e hepáticas são acompanhadas de perto. Exames são feitos a cada 90 dias e a pessoa é assistida por psicólogos, assistente social e enfermeiros", acrescenta.

A medicação, contudo, não previne o usuário de outras infecções sexualmente transmissíveis. Josiane explica ainda que, antigamente, o exame laboratorial levava até 15 dias para ficar pronto. Hoje, a testagem rápida é capaz de diagnosticar o HIV em 20 minutos.

"Em 3 ou 4 dias, a pessoas já passa por consulta médica e recebe a medicação. Em seis meses de tratamento, o portador consegue reduzir a carga viral a níveis indetectáveis e não transmissíveis.

 

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