Internacional

Estado Islâmico reivindica ataque

Hesham Abdul Khalek
| Tempo de leitura: 2 min

Cairo  - O Estado Islâmico disse que o ataque na véspera, na London Bridge, foi realizado por um de seus combatentes, segundo informou neste sábado (30)  a agência de notícias do grupo, Amaq. O grupo não forneceu nenhuma evidência para reivindicar o ataque.

A organização acrescentou que o ataque foi feito em resposta ao chamado do Estado Islâmico para focar em países que fizeram parte de uma coalizão contra o grupo jihadista.

A polícia britânica matou a tiros na sexta-feira o terrorista que usava um falso colete suicida. Antes, o suspeito matou com uma facada duas pessoas, no que as autoridades chamaram de ataque terrorista.

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Nove anos antes de Usman Khan matar duas pessoas com uma faca na London Bridge, ele foi ouvido pelos serviços de segurança britânicos discutindo como usar um manual da Al Qaeda que ele havia memorizado para construir uma bomba caseira.

Foi um trecho da conversa, juntamente com outras informações sobre um plano para bombardear a Bolsa de Londres, que levou a polícia britânica a prender Khan -- então com 19 anos -- e um grupo de homens mais velhos em 20 de dezembro de 2010.

Condenado a um mínimo de oito anos de prisão em 2012, com a exigência de que o conselho de liberdade condicional avaliasse seu perigo para o público antes da libertação, ele foi libertado em dezembro de 2018 --sem uma avaliação do comitê.

Na sexta-feira, ele amarrou um colete suicida falso, armou-se com grandes facas de cozinha e agiu com violência em uma conferência sobre reabilitação de prisioneiros ao lado da London Bridge.

Confrontado por transeuntes, Khan foi derrubado no chão. Três policiais armados o cercaram. Eles atiraram duas vezes e o mataram.

"Esse indivíduo era conhecido pelas autoridades", disse o principal comissário britânico de combate ao terrorismo, Neil Basu. "Uma linha-chave de investigação agora é estabelecer como ele realizou esse ataque."

Até agora não está claro por que Khan, com 28 anos, começou o tumulto na London Bridge --cenário de outro ataque mortal antes das eleições de 2017, quando três militantes dirigiram uma van contra pedestres antes de esfaquear pessoas na área circundante, matando oito e ferindo pelo menos 48.

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