O Audi A6 já impressiona ainda do lado de fora. O porte do sedã de quase cinco metros passa a ideia de elegância e qualidade. E a impressão se confirma quando é posto em movimento. A aceleração é capaz de pressionar as costas dos ocupantes no encosto dos bancos e as curvas parecem não afetar o equilíbrio do carro: não há qualquer rolagem lateral. Quando o acelerador é comprimido, a reação é imediata e inclemente. A direção é direta e extremamente comunicativa. Todas estas características refletem a condição o investimento em materiais nobres e em desenvolvimento de tecnologias, que tornam o A6 uma referência para a marca.
O interior é luxuoso e elegante, com espaço generoso para quatro passageiros. Há uma abundância de recursos, como o ar-condicionado de quatro zonas, o isolamento acústico impecável e os acabamentos de alta qualidade. O sistema multimídia oferece uma boa interface, com sistema touch e vocal, e para quem tem iPhone, há a facilidade de conectar com o Apple CarPlay por Bluetooth, sem necessidade de cabo. O sedã oferece ainda diversos recursos de assistência avançada à condução, como o Traffic Jam, que minimiza o trabalho no para-e-anda de um engarrafamento, alerta de colisão com frenagem de emergência e sistema de manutenção de faixa, com leve esterçamento do volante. O motorista não pode, no entanto, deixar o carro assumir o comando totalmente. Depois de alguns segundos com as mãos fora do volante, o A6 desarma os controles sob protestos sonoros e visuais.
Há, no entanto, algumas poucas inadequações do A6 à realidade brasileira. Caso do sistema suspensivo. O acerto é rígido demais para pisos tão irregulares quanto os encontrados nas ruas brasileiras e as dimensões de rodas e pneus, 255/40 R20 não ajudam a suavizar este confronto. Além do quo, um pneu com apenas 10,2 cm de lateral corre risco de ser cortado até mesmo numa tampa de bueiro desnivelada. Andar no Brasil exige atenção e cuidado.