Botucatu - Graças a uma parceria entre o Instituto de Biociências da Unesp, poder público e iniciativa privada, Botucatu (100 quilômetros de Bauru) irá ganhar o Eco Parque das Aves, área com mais de 28 hectares às margens da rodovia João Hipólito Martins, altura do quilômetro 13, sentido rodovia Castelo Branco, dedicada à preservação das aves e do cerrado. A previsão é de que o parque possa estar pronto para receber visitas já em 2022.
A estrutura incluirá anfiteatro a céu aberto com capacidade para 130 pessoas, viveiros, café lounge, jardim contemplativo, museu, trilhas ecológicas, borboletário e área para piquenique. Também está previsto setor comercial, com centro de convenções, estacionamento, restaurante com vista panorâmica e espaços para lojas.
A ideia é que o local seja voltado para a educação ambiental, com visitas escolares e visitas guiadas. Um espaço deverá ser reservado para a soltura de aves vitimadas pelo tráfico e, outro, para trabalhos de restauração do bioma de cerrado.
O projeto é fruto de um sonho do casal Marcio e Andrea Janjacomo. A inspiração veio após o advogado e a administradora de empresas visitarem o Parque das Aves de Foz do Iguaçu, no Paraná. "Não somos biólogos, mas acreditamos na vida e que a energia está toda na natureza. Assim, nós também pertencemos à natureza", afirma Marcio.
PARCEIROS
O Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu é um dos parceiros institucionais do projeto, que conta ainda com apoio da Prefeitura de Botucatu; Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ-Unesp); Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens (Cempas); e empresas da cidade.
"O que mais chama atenção é o caráter educacional e social do projeto, pois visa o cuidado com o meio ambiente, com espécies ameaçadas (especialmente aves) e sua reintrodução na natureza. Tudo isso sendo utilizado como atividade educacional com escolas da região", diz o diretor do IBB, professor Cesar Martins.
"Para o IBB, ser parceiro do projeto representa uma grande oportunidade para a prática em ensino e atividades de pesquisa na área da biologia da conservação".
Além de parceiro, o Instituto de Biociências ajuda a viabilizar o projeto com recursos humanos de qualidade. Bianca Picado Gonçalves, Gustavo Toledo Bacchim e Lais Freitas Lopes são todos ex-alunos do curso de Ciências Biológicas e fazem parte da equipe técnica do parque. "Para nós, como biólogos atuantes na área ambiental, é a realização de um sonho fazer parte deste projeto. Poder atuar em um projeto tão engajado na proteção da fauna e flora nos deixa pessoalmente e profissionalmente muito realizados", declara Lais.