A Medicina da FOB/USP em Bauru completou dois anos em 2019 com motivos para comemorar. O curso obteve classificação de destaque no Teste de Progresso, que avalia anualmente cursos da área para medir a evolução do aprendizado do aluno. As notas foram dadas por ano de estudo.
No câmpus de Bauru, os estudantes do primeiro ano alcançaram média de 42,58 pontos, enquanto a média global para este nível de ensino foi de 38,6 pontos. Já os alunos do segundo ano alcançaram 51,89 pontos, ante a 42,47 pontos atingidos pela média geral dos segundanistas que fizeram a prova.
Coordenador do curso de Medicina da FOB, o professor Luiz Fernando Ferraz da Silva atribui o resultado a dois principais motivos. Um deles é o fato de o curso ser bastante concorrido, o que leva à seleção de estudantes já com repertório elevado.
O segundo é o fato de o curso utilizar metodologias ativas e promover a interação dos alunos com pacientes e com a própria organização do sistema de saúde desde os primeiros anos. "No ano passado, tivemos um bom desempenho e o resultado de 2019 foi ainda melhor, mostrando que o andamento da implantação do curso está bom. Nossa expectativa é continuar neste patamar acima da média nos próximos anos", pontua.
Dario Cecilio Fernandes, pesquisador que realiza análises sobre o Teste de Progresso e é vinculado ao Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Unicamp, universidade que trouxe a prova para o Brasil, explica que o teste contempla 120 questões de múltipla escolha sobre os conteúdos dos seis anos de curso de Medicina e é aplicada a estudantes de todos os anos, indistintamente. Com isso, a intenção é permitir que as instituições tenham condições de avaliar o processo evolutivo de ensino dos alunos em cada etapa do curso.
"As provas são divididas por grupos de instituições de ensino, os denominados consórcios, e temos cerca de 10 no Brasil. Mas, especificamente neste ano, foi realizada uma prova paulista, em que se uniram todos os consórcios do Estado", detalha Fernandes.
DIAGNÓSTICO
O teste foi aplicado em setembro, com participação de mais de 50 instituições públicas e privadas paulistas e também de algumas cidades de outros Estados, como Londrina. Não houve, contudo, a divulgação de um ranking com as notas de todas as universidades inscritas.
Segundo o professor Luiz Fernando Ferraz da Silva, a adesão dos cursos à prova é facultativa em todo o País. Porém, entre as vantagens oferecidas pelo teste, além da avaliação da evolução do aluno, é a possibilidade de as instituições realizarem o diagnóstico de eventuais deficiências.
"O teste nos dá a distribuição de notas por questão. Com isso, se percebemos um baixo desempenho de um número muito grande de alunos em uma área específica, significa que precisamos reforçar um pouco mais o ensino nesta área", observa.