Wagner Teodoro

Grupo aberto


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O Noroeste dá o pontapé inicial em sua temporada na próxima sexta-feira (3), quando estreia na Copa São Paulo de Juniores, tradicionalíssimo torneio que marca a largada a cada ano do futebol brasileiro. O time bauruense é anfitrião do Grupo 4 da competição, que tem ainda o Novorizontino, Visão Celeste, do Rio Grande do Norte, e o Botafogo, do Rio. Um grupo, para mim, sem um grande favorito. O time potiguar é desconhecido para muitos, mas fez uma ótima campanha na Copinha do ano passado e tem uma estrututra muito boa na base, sustentada por investidores. O Visão está há semanas no Estado de São Paulo para se aclimatar, a exemplo do que fez para a edição de 2019. A equipe foi fundada há nove anos e participa pela segunda vez do principal torneio de base do País. No ano passado, chegou às oitavas de final, quando foi eliminado pelo Corinthians com uma goleada de 8 a 0. Antes disso, deixou para trás equipes tradicionais como Remo e Fortaleza. O Novorizontino tem uma base forte e boa estrutura, tanto que disputa a Série A1 do Estadual. É um adversário que o torcedor bauruense tem mais familiaridade e que preocupa pela qualidade. O Botafogo é um dos principais times cariocas. Não tem uma base boa como a do Fluminense, Vasco e Flamengo atualmente. Dos quatro, é o que revela menos, mas ainda assim é referência. Chega como o "grande" do grupo, mas não vejo um favoritismo absoluto do Alvinegro. Acredito em disputa parelha e, a princípio, aberta pelas duas vagas em jogo.

Fator casa

O Noroeste tem o fator Alfredão a seu favor. O conhecimento do campo, a ambientação ao clima, o apoio da torcida. As estatísticas da Copinha mostram que, em Bauru, o Norusca tem um aproveitamento de quase o dobro de pontos das ocasiões quando não foi sede. Além disso, conta com um bom elenco, com base do sub-17 - destaque para o artilheiro Lucas Paraízo -, reforçado com alguns jogadores com experiência no profissional, como Douglas Dida, Paulinho e Dexter, e que se prepara há mais de dois meses para o torneio. Um técnico identificado com o clube e experiente na Copa SP, Luciano Sato, que vai para sua quinta edição no comando alvirrubro e tem 12 jogos na competição. O Grupo 4, a princípio, parece aberto, o que não quer dizer é que uma tarefa simples buscar uma das duas vagas. A partir daí, o sonho é ir avançando. E as circunstâncias dentro de campo é que vão dizer se é possível torná-lo realidade. É uma tarefa hercúlea. São nove jogos para a glória e, recentemente, equipes do Interior paulista mostraram que é difícil, mas não impossível chegar ao Pacaembu no dia 25. Batatais, em 2017, e Botafogo de Ribeirão Preto, em 2015, foram finalistas.

Favoritos

"Favoritar" em futebol via de regra é fria. Isso no profissional, onde o "esporte bretão" é um pouco mais previsível. Imagine nas categorias de base. Mas vou correr o risco e apontar alguns postulantes ao título em meio aos 128 clubes que iniciam a competição na quinta-feira (2). Os quatro grandes paulistas. O São Paulo, que tem uma base fortíssima e vitoriosa e que busca o bicampeonato consecutivo. O Santos, dono de uma das melhores "escolas" de jogadores do País. O Palmeiras, revigorado em sua base e sedento pelo seu primeiro título da Copinha. E o Corinthians, maior campeão da competição e sempre candidato. Fora do Estado que sedia o torneio, Flamengo, Grêmio, Vasco e Cruzeiro são potências. Há sempre um time que surpreende. A maratona de jogos vai mostrar os reais favoritos e as zebras. É torcer para que a surpresa seja alvirrubra.

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