Tribuna do Leitor

Carta ao usuário e ao trabalhador do Iamspe. Iamspe pede socorro!

Por AFIAMSPE - CCM | IAMSPE - SINDSAÚDE
| Tempo de leitura: 3 min

O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual, Iamspe, fundado em 1952 e o HSPE inaugurado em 1961 pede Socorro! Mantido com a contribuição de 2% do funcionalismo estadual e dos trabalhadores do Iamspe, vem sofrendo uma crise de atendimento nos últimos anos, em específico neste ano de 2019.

Isso ocorre pela falta de concursos públicos vetados em janeiro de 2019 quando iniciou o Governo Doria e pela redução salarial, uma vez que os médicos estão há seis anos sem reposição salarial pela inflação, e a enfermagem e funcionários administrativos há inacreditáveis onze anos!

Os trabalhadores do Iamspe estão sendo penalizados desde 2008, quando deixaram da Secretaria de Saúde, sofrendo congelamento dos salários, baixa remuneração e as péssimas condições de trabalho. Um desrespeito aos profissionais que dedicam suas vidas a responsabilidade em cuidar do bem-estar e da saúde do funcionalismo estadual, assim como também de todos os seus agregados.

Com a deterioração das condições de trabalho, sem valorização profissional, a saída dos trabalhadores é um fato. Hoje no Iamspe existe uma lacuna de mais de 430 enfermeiros além de 230 médicos. Essa falta de profissionais de saúde obriga o encolhimento dos serviços do HSPE.

Desde janeiro de 2019, com o atual Governo, e com as mudanças de Secretaria e da superintendência do Iamspe, é nítida a piora no atendimento e nas condições de trabalho, tornando clara a ineficiência de gestão, impactando a saúde do funcionalismo e do trabalhador do Iamspe.

O Hospital do Servidor Público Estadual/HSPE, que outrora preservava suas qualidades históricas em todo Estado de São Paulo, como também no Brasil e na América Latina, vem sofrendo sucessivos cortes tornando o atendimento médico uma dificuldade sem precedentes para os usuários.

No passado eram aproximadamente 1200 leitos de internação no HSPE. Com a reforma de 2013, foram fechados 396 leitos. Unidades específicas foram extintas, tais como: Setor de Otorrino/Cabeça Pescoço, Setor de Queimados (referência no Brasil), Setor de Cirurgia Pediátrica, Setor de Oncopediatria, Unidade de Banco de Olhos, Unidade de Transplante Renal. Ao término da reforma, não foi mais possível recuperar esses setores, seja pela própria estrutura física, e atualmente, pelo déficit de recursos humanos, físicos e materiais. E a perda continua, hoje estão sendo fechados: a Unidade de Especialidades Cirúrgicas, Salas Operatórias e Hemodinâmica.

Atualmente o HSPE conta com 765 leitos ativos para atender todo Estado, pois também não se pode deixar de relatar a falta de hospitais credenciados no Interior, Grande São Paulo e Litoral, e os constantes atrasos de pagamentos nas redes credenciadas no Interior. Além de todos esses problemas, ainda temos as indefinições relacionadas com o PS do HSPE, onde o novo PS não suporta a demanda atual, e a possibilidade de reabertura do PS antigo não se concretiza, e mais uma vez o usuário é penalizado.

O Iamspe precisa de mais investimentos. Chegou a hora de estancar a asfixia econômica promovida pelo Governo do Estado. O Estado deve assumir sua responsabilidade no financiamento do Iamspe e contribuir com a mesma proporção que o funcionalismo contribui. No orçamento do IAMSPE para 2020 é mais que urgente a contrapartida de 2% pelo Governo.

O Iamspe precisa ser salvo! Que o governo do estado de são paulo contribua com o iamspe! 2% De contrapartida do governo, já!

O Iamspe é nosso!

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