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Região de Bauru e as seis potencialidades no setor econômico

Estudo do Desenvolve SP destaca os segmentos de serviços, alimentos, bebidas, biocombustíveis, celulose e calçados, que seguem promissores

01/01/2020 | Tempo de leitura: 3 min
Marcele Tonelli

Com quase 1,2 milhão de habitantes, a região de Bauru, composta por outras 38 cidades, possui seis grandes potencialidades no setor econômico: serviços, alimentos, bebidas, biocombustíveis, papel e celulose e couros e calçados. Estas são as áreas que mais faturam e empregam formalmente. O dado é do Mapa da Economia Paulista da Agência de Desenvolvimento do governo do Estado (Desenvolve SP), que baliza a ação de empreendedores.

O estudo também destaca como principal aspecto da região de Bauru a diversidade da produção agroindustrial, considerada a que mais impacta no dinamismo econômico por aqui.

Forte produtora de açúcar e álcool, a agroindústria regional é impulsionada ainda pelo abate de suínos, aves e bovinos, por derivados do cacau, panificação, biscoitos, bolachas e massas, produtos da carne e rações. Já na indústria, celulose e papel, máquinas e equipamentos, calçados, plásticos e borracha, confecções e vestuário despontam.

Com PIB de R$ 44 bilhões, a região se movimenta, apesar de não figurar como a mais economicamente ativa do Estado. Ela representa apenas 3% das exportações em São Paulo.

O estudo indica, porém, que 18 das 39 cidades apresentam processo de expansão da população acima da média paulista. 

"Chegamos até aqui sem planejar, mas o que está aí no cenário econômico é um bom ponto de partida, aliás de continuidade, pois Bauru pode ser a porta de entrada de um capital que virá da grande São Paulo. Só que precisamos andar mais, além do que fizermos no passado, para colher os frutos", analisa o economista Reinaldo Cafeo.

EXPECTATIVAS

O economista explica que o movimento em questão já beneficiou outras regiões, como Sorocaba, Campinas e Ribeirão Preto. E diz que a oportunidade deve chegar a Bauru, entre os próximos 5 e 12 anos.

Para isso, contudo, ele alerta que é preciso apostar de fato em infraestrutura e focar em políticas coletivas em nível regional.

"As cidades querem soluções isoladas, mas devemos pensar no desenvolvimento como solução regional. Temos vocação para a logística por nossa localização, mas não temos uma matriz de produção que gere valor agregado para nos tornar um polo exportador. Nossa exportação é primária e os produtos são de pequeno valor, ou de grande volume ou peso", detalha Cafeo, ressaltando que o setor atacadista, de distribuição e supermercadista é bilionário na cidade. "Os operadores logísticos precisam encontrar aqui um ponto de escoamento melhor e interligado", completa.

ATIVIDADES

Bauru representa cerca de 32% do PIB regional, mas possui característica diferente da região. 70% de suas atividades econômicas são voltadas para o comércio e serviços. "A agropecuária não passa de 4% do PIB. São nossas cidades vizinhas que puxam o setor primário", reforça Cafeo.

Com indústrias alimentícias, gráficas e de baterias, Bauru possui cerca de 120 mil pessoas economicamente ativas e que movimentam até R$ 13 bilhões anualmente.

Segundo a pesquisa, o setor de serviços teve investimento anunciado, entre 2000 e 2017, na ordem de R$ 296,6 milhões na região. E o ramo imobiliário é o que mais se destaca, 62% de investimentos. A educação aparece em segundo lugar, com 21% desta fatia. 

Já a indústria teve investimentos, no mesmo período, na ordem de R$ 2,2 bilhões, puxados pela celulose, 54,5%, e por produtos em madeira, 40%.

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