Brasília - O presidente da República, Jair Bolsonaro, participou ontem de reunião no Ministério de Minas e Energia (MME) para discutir a alta do combustível. Ao chegar, o presidente foi recebido pelo ministro da Pasta, Bento Albuquerque. Bolsonaro brincou que ele é o capitão e Albuquerque é o almirante.
Mais cedo, Bolsonaro afirmou que o preço do combustível deve se estabilizar após aumento causado por tensões internacionais. A preocupação sobre o valor se dá depois do ataque dos Estados Unidos no Iraque que matou o general iraniano Qassim Suleimani (leia mais à página 22). A jornalistas, Bolsonaro também mencionou a reunião que aconteceria no MME e disse que avaliava participar do encontro "dada a gravidade do assunto".
"Reconheço que o preço está alto na bomba. Graças a Deus, pelo que parece, a questão lá dos EUA e Iraque, do general lá que não é general e perdeu a vida, não houve... o impacto não foi grande. Foi 5%, passou para 3,5%; não sei quanto está hoje a diferença em relação ao dia do ataque. Mas a tendência é estabilizar", declarou o presidente mais cedo.
NOS EUA
Os preços do petróleo avançaram nesta segunda-feira, com o Brent tocando a marca de 70 dólares por barril. A discussão retórica entre Estados Unidos, Irã e Iraque, aguçou as tensões no Oriente Médio e isso se refletiu mundialmente.
Os contratos futuros fecharam em alta de 0,31 dólar, ou 0,45%, a 68,91 dólares por barril, o mais alto desde abril. Mais cedo, o valor de referência internacional chegou a tocar uma máxima de 70,74 dólares. Nos EUA o valor do barril foi o mais alto desde abril.
Os preços haviam saltado mais de 3% na sexta-feira, depois que um ataque aéreo dos EUA no Iraque matou o comandante militar iraniano Qassem Soleimani, aumentando as preocupações sobre uma escalada nos conflitos no Oriente Médio e o possível impacto das tensões sobre o fornecimento de petróleo.
A região é responsável por quase metade da produção mundial de petróleo, enquanto um quinto dos embarques mundiais da commodity passa pelo Estreito de Ormuz.