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EUA x Irã: Bolsa acumula perdas

Estadão Conteúdo
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São Paulo - O Ibovespa seguiu em correção moderada nesta quinta-feira (9) em terreno negativo pela quinta sessão consecutiva. O principal índice da B3 fechou em baixa de 0,26%, aos 115.947,11 pontos, ainda descolado dos mercados externos, em alta desde a Ásia até a Europa e os EUA, movidos pela superação dos receios mais agudos quanto à evolução da tensão sobre o Irã.

Na Bolsa, mais uma vez o giro financeiro foi elevado, na casa de R$ 23,4 bilhões, em padrão atípico para o início de ano, período em que a fraqueza do noticiário doméstico costuma deixar o índice mais exposto ao humor externo.

Logo na primeira sessão do ano, no dia 2, o Ibovespa renovou máxima histórica, encerrando naquela quinta-feira aos 118.573,10 pontos. Desde então, o principal índice da B3 acumula perda de 2,22% em relação ao pico.

MERCADO DO PETRÓLEO

Os preços do petróleo recuaram nesta quinta-feira, ampliando as fortes quedas da sessão anterior, à medida que o mercado alterou seu foco para os crescentes estoques da commodity nos Estados Unidos, afastando-se das preocupações geradas pelo conflito entre EUA e Irã.

Em geral, as cotações estão se movimentando em direção ao nível visto antes de um ataque norte-americano matar um importante general iraniano em 3 de janeiro, em ação que desencadeou um ataque do Irã a bases militares dos EUA no Iraque. Os eventos fizeram com que o petróleo atingisse o maior nível em quatro meses.

"A forma com que o mercado concede um prêmio por risco geopolítico e depois o toma de volta indica que, fundamentalmente, o mercado não está tão forte", disse Gene McGillian, diretor de pesquisas da Tradition Energy. "Muitos participantes do mercado acreditam que no mundo há muito petróleo que o consumo não tem conseguido cobrir."

Após recuarem 4,1% na quarta-feira, os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em queda de 0,05 dólar, a 65,37 dólares por barril. Já o petróleo dos EUA recuou 0,07 dólar, para 59,56 dólares o barril, depois de cair quase 5% na véspera.

Analistas do JPMorgan mantiveram a previsão de que o Brent terá média de 64,50 dólares neste ano.

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