O vereador Roger Barude pediu licença do mandato na Câmara Municipal para assumir cargo no Procon estadual. A nomeação dele já deve ser publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (15), como assessor executivo, indo a convite do diretor Fernando Capez.
O primeiro suplente do Cidadania, Edvaldo Minhano, já ocupa a cadeira na Casa de Leis desde segunda-feira (13), devendo ficar na vaga até o final do ano. Além disso, Roger Barude avisa que não pretende concorrer à reeleição. A informação de que o parlamentar pediria licença do mandato foi antecipada na última quarta-feira (8) pela coluna 'Entrelinhas' do JC.
Eleito com 1.674 votos, em 2016, Barude já tinha sido assessor parlamentar na Câmara Municipal, diretor de Esportes na Semel, e secretário municipal de Esportes entre 2012 e 2016. Como vereador, diz que conseguiu desempenhar um mandato bom dentro das limitações da função. "O meu perfil sempre foi mais executivo, de fazer as coisas, então senti essa dificuldade como vereador, onde você pode pedir, mas quem faz é o governo municipal. Apesar disso, entendo que cumpri os três anos de mandato de maneira coerente, participei de várias comissões, sendo a principal delas a Comissão de Justiça, fui segundo secretário e estava como primeiro secretário da Mesa Diretora. Nunca planejei nada politicamente, as coisas foram acontecendo, e agora tive essa oportunidade de atuar no governo do Estado, a convite do Fernando Capez, e estou indo, até por estar próximo da minha área de formação, que é o Direito. Além disso, fui comerciante por muito tempo, então sei como funciona a atuação do Procon", afirma.
Ainda dentro do tempo em que esteve na Câmara, Barude considera a Comissão Especial de Inquérito (CEI) dos Precatórios como um momento importante. "Fui relator de vários projetos na Comissão de Justiça e também o relator da CEI, que fez um bom trabalho, apurou informações e chegou a um documento final bom, mostrando os problemas que aconteceram", entende. "O que eu já tinha decidido é que não concorreria à reeleição, mesmo antes de ir para o Estado, decisão que está mantida", frisa.