Saúde

Arte que salva vidas

Evelin Azevedo
| Tempo de leitura: 1 min

Um dos grandes medos de quem tem alergia a algum medicamento ou doença, como o diabetes, é chegar a um serviço de emergência desacordado. Nesta situação, é impossível comunicar aos profissionais de saúde sua condição prévia e evitar reações graves no corpo. Uma das soluções encontradas foi tatuar no braço a importante informação.

A estudante de biomedicina Beatriz Scher, 26 anos, fez uma tatuagem, há 4 anos, para informar que tem diabetes do tipo 1. "Coloquei esse aviso no meu braço para deixar claro que é preciso tomar um cuidado maior ao injetarem qualquer remédio em mim que possa descontrolar a minha glicemia, como corticoide ou soro glicosado", explica a jovem, que criou o perfil @biabética no Instagram para compartilhar com seus seguidores informações sobre a doença.

João Pedro Lacerda, 24 anos, fez a tatuagem por sentir o mesmo medo de Beatriz. "Achei importante ter essa identificação no meu corpo, por questões de segurança. Depois que fiz a tatuagem, melhorei minha aceitação em relação à doença e ao tratamento. Por causa dela, sempre comento com as pessoas sobre a doença e isso me ajuda a não me desviar das metas", diz o professor de matemática, conhecido entre os amigos como João Tipo 1, em referência ao diabetes.

Apesar de nunca ter atendido um paciente que tivesse uma tatuagem com a finalidade informativa, Celso Homero Siqueira dos Santos, médico plantonista do Hospital Silvestre de Itaboraí, considera importante divulgar condições como estas. "O mais importante sempre é a informação, não necessariamente a tatuagem, mas a divulgação."

Já o médico Ronaldo Neves, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, é diabético e optou por outra alternativa. "Uso um cordão de aço inoxidável informando que tenho diabetes e indicando com quem entrar em contato caso eu passe mal na rua."

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