O jovem governador Eduardo Leite (PSDB-RS), demonstrando ser ágil negociador, consegue a façanha de, em apenas três dias, aprovar duas reformas de emenda constitucional como as da Previdência e Administrativa.
Que alteram alíquotas de contribuição previdenciária dos servidores civis e militares. Reduzem privilégios do Executivo, Legislativo e Judiciário, TCE e MPE etc. Também dá um fim ao efeito cascata do piso salarial dos professores, e abono familiar, apenas para os que ganham até R$ 3 mil por mês.
Ou seja, são duas reformas ousadas que tiveram amplo apoio dos deputados. Com as quais se estima uma economia em 10 anos de R$ 18 bilhões. Porém, já em 2020, R$ 650 milhões. O Rio Grande do Sul é um dos estados brasileiros que há muito pagam com atraso salários de servidores, já que, em agonia financeira, tem um dívida publica em torno de R$ 80 bilhões.
Justo lembrar, como exceção, da gestão anterior de José Ivo Sartori (MDB), que a duras penas (embora insuficiente) conseguiu reduzir despesas e fechar autarquias. Mas que outros governos, como do PT, afundaram as finanças deste Estado, rico, mas, com altíssimo déficit fiscal.
Oxalá, a gestão Eduardo Leite consiga também a proeza de convencer o povo e deputados gaúchos para privatização do Banrisul. Que poderá gerar outros bilhões de reais aos cofres surrados do Estado. Porém, é para comemorar esse legado do governador Eduardo Leite. Que dá um grande exemplo a outros governos, como principalmente ao federal, que pare de gerar crises e priorize reformas que permita PIBs robustos, distribuição de renda e justiça social...