São Paulo - A família de Ana Flávia Menezes Gonçalves, 24 anos, afirma ter convicção de que ela e sua namorada, Carina Ramos, 31, participaram do planejamento do assalto e também do assassinato dos pais e do irmão dela.
Ana Flávia e Carina foram presas no dia seguinte ao crime, suspeitas de participação. Na noite de quarta-feira (5), a defesa das duas afirmou que elas confessaram a participação no planejamento do roubo. Ana Flávia e Carina, no entanto, negam envolvimento no triplo assassinato, segundo o defensor Lucas Domingos.
"Elas confessaram ter ajudado no planejamento do assalto, uma confissão em parte. Mas em relação às mortes, realmente extrapolou", afirmou o advogado, em referência ao depoimento dado por Juliano Oliveira Ramos Júnior, 22, preso na noite de segunda-feira, também sob suspeita de participação no crime.
Segundo o preso, que é primo de Carina, as duas autorizaram o assassinato de Romuyuki Gonçalves, 43, da mulher dele, Flaviana, 40, e do filho do casal, Juan, 15.
Primo de Flaviana, Diogo Reis, afirmou, representando a família, como frisou, disse que os parentes "têm convencimento de que elas participaram de todo o crime".
Ele esteve na manhã desta quinta-feira (6) no COI (Centro de Operações Integradas de Segurança), de São Bernardo, acompanhado pela avó de Ana Flávia, Vera Guimarães.
Ambos foram ao local para, segundo ele, serem inteirados pela polícia sobre o andamento das investigações. "Reconhecemos pertences da família, como joias e vídeo game", afirmou.
As joias foram encontradas por policiais militares na segunda-feira, na casa de uma adolescente de 14 anos, em Santo André, também no ABC. A menina foi levada para prestar depoimento na noite de quarta. Ela foi indiciada por receptação de objetos roubados e liberada na madrugada desta quinta.
Já o vídeo game estava com Guilherme Ramos da Silva, preso na segunda-feira.