Tribuna do Leitor

Infelizmente, a culpa é nossa

Cesar Augusto Teixeira de Carvalho - Prof. Dr. aposentado do Dep. de Engenharia Civil - Faculdade de Engenharia da Unesp - Bauru SP
| Tempo de leitura: 2 min

Resposta ao texto "A culpa é de quem?", publicado no JC em 02/02/2020, do sr. Benedito José Almeida Falcão. A culpa é nossa, sr. Benedito, e ela vem de longe e de vários setores: é da classe política que não soube ou não quis saber de analisar a questão; é dos últimos governos que agravaram a situação do País, com má gestão, desempregos, corrupção, piorando ainda mais a educação; de parte da mídia que não cumpriu seu papel de bem informar; de parte dos professores que desviaram de sua função para fazer política partidária; de nós "o povo", onde boa parte se omitiu, não lutou, e que até já votou em candidatos desonestos acreditando em mentiras que não funcionaram em nenhum lugar.

Para mudar esta situação dependeria da evolução e participação (eventos de rua, redes sociais...) das pessoas, uma vez que vivemos numa democracia onde o povo é quem elege o Congresso, responsável pela elaboração das leis. Um caminho para evolução poderia começar, por exemplo, com a mídia e professores cumprindo seu papel de bem informar, para que o povo passasse a ter melhor conhecimento da situação, votando nas pessoas certas para o Congresso, e, por sua vez, este elaborar as leis em benefício do Brasil. E, com a justiça funcionando, as coisas começariam a se encaixar. Está tudo perdido?

Longe disso! Estamos com problemas graves mas devagarinho melhorando, e aguentando firme pois há um grupo de pessoas dando sustentação ao País, grupo este que se pretende aumentar cada vez mais, daí a necessidade da participação. Sobre os textos por mim já publicados no JC, acerca dos assuntos citados pelo senhor, destaco: "Herança & Desigualdade" (23/07/2017) e "Desigualdade Social e o new socialismo" (14/07/2019), onde falo sobre as desigualdades sociais propondo formas de melhorá-las. Já publiquei também no JC o texto "Alternativas pós Lava-Jato" (16/05/2017), onde comparo o Brasil com a Dinamarca, citando justamente que temos muito a aprender com este País.

Aliás, minha primeira resposta - "Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa" - ficou um pouco prejudicada, provavelmente por falta de espaço no JC, e, se tiver interesse e um "e-mail" disponível, posso enviar cópia desta resposta completa, além das três publicações acima citadas.

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