O temporal causou prejuízos que podem ultrapassar os R$ 140 milhões. Lojas e shoppings fecharam porque funcionários não conseguiram ir trabalhar, empresários perderam estoques e comércios tiveram negócios reduzidos por falta de clientes.
Algumas agências bancárias permaneceram fechadas o dia todo. O movimento nos restaurantes caiu pela metade.
A Federação do Comércio do Estado de São Paulo estima um prejuízo de R$ 110 milhões nas vendas do comércio varejistas na região metropolitana ?0,4% do faturamento total de fevereiro.
O cálculo considera compras por impulso ?feitas no dia a dia sem planejamento prévio? que deixaram de ser realizadas por falta de consumidores e levam em conta de supermercados a farmácias, de lojas de vestuário a combustíveis.
"Quem faz a compra do mês ou se programou para comprar um eletrodoméstico fará isso nos próximos dias. Mas quem compraria por impulso se estivesse passando por alguma loja na volta do almoço, por exemplo, não comprará mais", disse o assessor econômico da federação, Guilherme Dietze.
"Será difícil para que os lojistas consigam diluir a perda. Há um prejuízo muito grande para o comércio que vai além das vendas não feitas", afirma o economista da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Marcel Solimeo.