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A 'revolução dos banheiros'

Reuters
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Na ilha de Miyajima, no sudoeste do Japão, existe uma atração nova em folha para os turistas a pouca distância do local de um dos templos mais antigos do país: uma área de banheiros públicos de última geração quase do tamanho de uma quadra de tênis.

A instalação de 183 metros quadrados - uma parceria do município e da Toto, a maior fabricante japonesa de vasos sanitários - é só uma das centenas que foram aprimoradas em todo o país antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio de 2020, e envolve a remoção dos tradicionais vasos sanitários de chãos pensando nos turistas estrangeiros.

Pesquisa mostrou que cerca de 40% dos banheiros públicos do Japão tinham vasos sanitários de chãos em 2016, o governo iniciou uma campanha para ajudar os municípios --particularmente em destinos populares, como Kyoto - a financiarem a conversão destes para vasos com assentos, prevendo que os turistas olímpicos explorarão muito além de Tóquio.

Além de estabelecer uma higiene digna da louvor, a revolução dos banheiros japoneses fomentou uma cultura de vasos sanitários que chegou a gerar um personagem popular de anime com nádegas no lugar da cabeça e "museus do cocô" que oferecem uma homenagem divertida às visitas ao banheiro - além de banheiros equipados com geringonças de alta tecnologia.

 

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