O Carnaval 2020 no Sambódromo de Bauru começou na noite deste sábado (22) com gosto de superação. Depois de contratempos jurídicos e estruturais nas últimas semanas, o primeiro dia de desfiles das escolas de samba e blocos se tornou realidade, com muitas cores, brilho e samba no pé, que empolgaram o público presente.
Com temas variados, que foram do maracatu aos povos indígenas, passando por homenagens a mestre Landinho e ao grupo Mamonas Assassinas, a festa contou com uma novidade também em âmbito administrativo. Pela primeira vez em 30 anos, o Sambódromo teve seu Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) liberado, poucos minutos antes do início da folia.
"E não choveu (ao menos até as 21h), o que mostra que o Carnaval realmente deveria acontecer. E este, com certeza, será o melhor dos últimos anos. No meio de tanta dificuldade, o sentimento é de dever cumprido", comenta o secretário municipal de Cultura, Rick Ferreira.
Em meio aos percalços e incertezas enfrentados, o prefeito Clodoaldo Gazzetta destacou que a junção de esforços foi crucial para assegurar, por mais um ano, a realização do evento, que faz parte da tradição cultural brasileira. "O Carnaval movimenta números importantes na geração de empregos temporários, no comércio local, além de dar a oportunidade para aqueles que não dispõem de recursos financeiros de participar de uma grande festa popular, que representa, em cenas e versos, as histórias da nossa gente, apresentadas em um super teatro a céu aberto. O Carnaval faz parte da nossa história e continuará fazendo, para o bem da nossa cidade e da nossa população", destaca.
O DESFILE
O desfile começou oficialmente por volta de 19h40, com a simpatia e beleza da Corte Real, formada pelo Rei Momo Wilson Fernandes dos Santos, Rainha Mayara Felix Pereira, Rainha da Diversidade Kyara Arayk, Rainha da Terceira Idade Maria Inês Silveira e o Rei Momo da Terceira Idade João Carlos dos Santos. Também de maneira inédita, eles se apresentam por duas vezes neste ano, em cada um dos dias de desfile: antes dos blocos e, depois, para abrir a descida das escolas de samba.
Com 10 minutos de atraso, com o cronômetro já aberto, o bloco Dragões da Vila foi o primeiro a contar sua história na avenida. Com o samba-enredo "Do lixo para a vida, da vida para o luxo, Dragões navegando no mundo da reciclagem", todos os 120 integrantes cantaram a importância do reaproveitamento de materiais para a conquista de um mundo mais sustentável.
Também desfilaram neste sábado, após o horário de fechamento desta edição do JC, os blocos Estação Primavera, Estação Primeiro de Agosto e Pé de Varsa, além das escolas de samba Coroa Imperial da Grande Cidade e Mocidade Unida da Vila Falcão. A cobertura completa do primeiro dia de festa você confere no JCNet (http://www.jcnet.com.br).