A cada enxurrada em Bauru com enchentes cada vez mais agressivas que ocorrem nas avenidas Nações Unidas, Alfredo Maia e na confluência das avenidas Comendador José da Silva Martha com o início da José Vicente Aiello, com estragos na cidade, é de doer a alma.
Ao longo da atual Nações Unidas, antes, era córrego. As tubulações ali instaladas não têm capacidade para receber as águas das enxurradas para a dimensão das áreas ocupadas atualmente com as construções e ruas asfaltadas. Aconselhável: construção de um canal em concreto aberto em dimensão o suficiente para receber as águas dos dois lados, sobreposta às tubulações existentes.
Nada impede construir um mural de até um metro de altura além da superfície. A exemplo do canal existente numa das avenidas do Rio de Janeiro. Necessita também rebaixar mais o canal da avenida Nuno de Assis, em toda a sua extensão. O Rio Bauru está praticamente nivelado à superfície da avenida Nações Unidas, insuficiente para receber todas as águas das enxurradas.
Para evitar enchente na avenida Alfredo Maia, ideal é alargar e aprofundar mais, tipo "bacia de contenção das águas" do Rio Bauru na altura da Praça Primaz Chujiro Otake e instalar outra tubulação de dimensão maior em paralela à existente até atingir o rio Bauru. Há anos tenho sugerido para alargar e construir uma mureta para o Secretário de Obras que, timidamente, fez. Mas insuficiente.... Rio Bauru tem início da nascente logo abaixo da FIB (Faculdade Integrado de Bauru). Em toda a extensão desse rio até antes de atingir a rua Wenceslau Braz tem vários pontos que podem construir bacias de contenção das águas das enxurradas, assim como alargar e aprofundar mais. E construir um elevado a seguir o caminho do rio até atingir o elevado que liga Falcão//Bela Vista. Diminuiria e muito o intenso tráfego da avenida Castelo Branco e rua Bernardino de Campos até a FIB.
Na baixada, ao longo da av. José Vicente Aiello, na altura do Cemitério Jardim do Ipê até a confluência da avenida Comendador José da Silva Martha, antes era brejo e tinha até peixes. Com o tempo foi assoreando devido à aproximação da área urbana com construções. Essa área assoreada, vazia, pode desassorear, formando uma bacia para a contenção das águas da enxurrada. Alargar e aprofundar. As terras retiradas podem servir de mural para os dois lados. Com o acabamento de barragem em concreto na parte de baixo, o suficiente para conter a força da água da enxurrada. E construir um canal de concreto com ponte no comprimento, largura e altura o suficiente para escoar águas das enxurradas e com grades de proteção.
A cidade de Bauru é como uma concha com várias nascentes de água, as quais são possíveis de aproveitar ao máximo essa natureza que nos é dada. Dependendo, com baixo custo. Os nossos deputados federais que representam Bauru e região, Rodrigo Agostinho e Capitão Augusto, bem poderiam, em entendimento com os vereadores dessa cidade, buscar recursos para as obras de prevenção no Ministério do Desenvolvimento Regional.
Vale mais prevenir que remediar.