Brasília/Nova York - Ministério da Saúde confirmou às 18h deste sábado (29) o segundo caso de coronavírus no país. É o segundo registro da doença em São Paulo, capital. De acordo com a pasta, o paciente também esteve na Itália, a exemplo do primeiro registro confirmado na última quarta-feira de um homem de 61 anos, morador da capital paulista. Nos EUA, morreu o primeiro paciente.
Segundo o Ministério, não há evidências de circulação do vírus em território nacional e esse é mais um caso importado. Os dados da pessoa infectada não foram divulgados e uma coletiva de imprensa seria realizada na manhã deste domingo, segundo técnicos do Ministério da Saúde.
EUA: MORTE
Autoridades de saúde do Estado de Washington relataram a primeira morte de paciente por coronavírus nos Estados Unidos, neste sábado. Trata-se de um homem residente do condado de King, segundo um porta-voz do Departamento de Saúde do estado, Jamie Nixon.
O condado fica próximo à cidade de Seatlle, no estado de Washington, e aparentemente a vítima fatal, cujo nome está sendo mantido em sigilo, não tinha histórico de contato com pessoas que estiveram em países que têm alta incidência do vírus.
De acordo com o site que reúne informação, criado pela Universidade Johns Hopkins, EUA, há atualmente 66 casos confirmados em solo norte-americano.
RESTRIÇÕES
O governo do presidente norte-americano Donald Trump está considerando impor restrições de entrada na fronteira EUA-México para controlar a propagação do coronavírus nos EUA, de acordo com duas autoridades do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS).
O governo do México informou na sexta-feira que detectou três casos de infecção por coronavírus em três homens que haviam viajado recentemente para a Itália. O país foi o segundo na América Latina a registrar o vírus, que se espalha rapidamente. Na América Latina, que inclui o México e a América Central, há no total seis casos confirmados. Os três casos se somam aos dois infectados de Brasil e Equador. A única morte em toda a América é agora a dos EUA.
A vítima do Equador é uma mulher que retornou ao país em 14 de fevereiro após uma viagem a Madri, na Espanha, apresentando sintomas do novo coronavírus. Ela está em terapia intensiva em Guayaquil e seu estado é considerado crítico.
A preocupação em conter o vírus na fronteira sul dos EUA surge quando o governo Trump também avalia possíveis restrições à entrada de viajantes de Coreia do Sul, Itália e Japão.