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Chuvas seguem causando estragos no Rio

FolhaPress
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Rio de Janeiro - Após as fortes chuvas que mataram quatro pessoas no Rio de Janeiro neste fim de semana, 29 escolas estaduais decidiram suspender as aulas nesta segunda (2) por terem sofrido estragos.

A maior parte dessas unidades fica na região metropolitana: sete delas estão localizadas em Belford Roxo, outras cinco em Itaguaí e mais cinco na zona oeste da cidade do Rio, algumas das regiões mais afetadas.

O Corpo de Bombeiros informou que busca uma quinta vítima do temporal (não identificada) em um rio em Queimados, a 55 km da capital fluminense, com a ajuda de uma equipe de mergulhadores. 

O número de ocorrências atendidas pela Defesa Civil municipal também subiu. Das 20h30 de sábado (29) até as 9h15 desta segunda, o órgão recebeu 349 chamados (foram 104 até a tarde de domingo), sendo os principais por desabamento de estrutura e deslizamento de barreiras e encostas.

Ao todo, 18 imóveis foram interditados emergencialmente e 30 sirenes foram acionadas em 16 das 103 comunidades de alto risco do município, como a Rocinha e o Complexo do Alemão. O sinal toca quando o índice pluviométrico atinge protocolos de desocupação preventiva. Para se ter uma ideia, em apenas 32 horas choveu mais da metade da média de março em toda a cidade. Santa Cruz (zona oeste) foi o bairro com o maior volume, com 154,6 milímetros, sendo que a média para o mês ali é de 155,3 milímetros.

CRIVELLA

Os transtornos fizeram o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) mudar sua agenda. Em vez de participar de uma entrevista coletiva sobre o balanço do Carnaval, ele decidiu ir a um dos bairros mais afetados, Realengo (zona oeste), onde foi hostilizado pela população (Leia abaixo).

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