Articulistas

A arte de sonhar e ajudar!

Deborah Maciel Cavalcanti Rosa
| Tempo de leitura: 2 min

É muito comum encontrar pessoas e instituições que, por diversas razões, querem ajudar, mas se perdem ou deixam de fazê-lo porque esbarram no "Como fazer". Em muitos casos esta ajuda que, a princípio, deveria ser muito bem-vinda, não se concretiza na prática ou de forma efetiva. Sim, até para ajudar precisamos de um pouco de organização e de reflexão e, principalmente, do "saber ouvir". Ouvir quem pode ou vai receber um benefício é a melhor forma de começar a fazer algo de bom, que realmente seja efetivo.

Em tempos de empresas que "precisam" ser socialmente responsáveis é preciso separar compromisso de oportunidades. Não há mal algum em divulgar coisas boas que são realizadas, no entanto, é preciso observar com bom-senso a medida certa entre transparência e propaganda, ter a certeza de que, em primeiro lugar, a coletividade esteja, de fato, sendo beneficiada. Há muitos projetos grandiosos que hoje estão parados e nada trouxeram de relevante à sociedade, não têm utilidade.

Bons exemplos de ajuda estão no diálogo que o Hospital Estadual de Bauru tem estabelecido com instituições da cidade e da região, como o Lions Club, Associação de Combate ao Câncer, Ministério Público do Trabalho e Justiça do Trabalho, McDonalds Bauru, entre outras, e no apoio recebido por elas. Juntas vão construir um Centro de Convivência Familiar dentro do hospital para acomodar familiares de pacientes que fazem tratamentos longos e que moram muito longe de Bauru. E tudo começou com conversas e reuniões, com planejamento. Está em curso a formação de uma grande rede de apoio e de parceiros que buscam, em primeiro lugar, através dessas reuniões e diálogos, entender as necessidades de pacientes e familiares atendidos pelo hospital, para depois ajudar, de forma contextualizada, viabilizando sonhos e projetos em andamento e criando novas perspectivas, seja com apoio jurídico, verbas de cunho social, mão-de-obra de obra qualificada, serviços, campanhas, entre tantas outras formas que, de alguma maneira, possam completar lacunas que o poder público sozinho não é capaz de subsidiar.

Os profissionais do Hospital Estadual, que cumprem suas funções e integram diversas comissões e equipes, também estão sempre dispostos para o diálogo e novas empreitadas que, de alguma forma, possam amenizar as dificuldades dos pacientes e familiares atendidos. Juntos estão ajudando a estabelecer essas parcerias com voluntários, somando forças, obtendo resultados rapidamente e tornando grandes sonhos reais.

Se as dificuldades são grandes, então os sonhos devem ser ainda maiores.

Comentários

Comentários