São Paulo - O número de casos suspeitos de coronavírus no Brasil avançou para 488, informou o Ministério da Saúde nesta terça-feira, crescimento de 55 em relação à véspera. Ainda são apenas duas as infecções confirmadas. Além disso, 240 casos que chegaram a ser considerados suspeitos foram descartados.
O Estado de São Paulo continua na liderança do ranking de casos suspeitos, com 130 (além de contar com os dois confirmados), seguido por Rio Grande do Sul (82), Rio de Janeiro (62). Acre, Amapá, Tocantins e Roraima seguem como os únicos Estados sem suspeitas.
No mundo, já são quase 90 mil casos confirmados, com pouco mais de 3.000 mortes em decorrência da doença.
ECONOMIA MUNDIAL
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 3, que "aparentemente" o Congresso norte-americano aprovará US$ 8,5 bilhões para a resposta oficial ao coronavírus no país. Segundo Trump, o governo tem "trabalhado duro" no combate à disseminação da doença, inclusive em contato com governadores e outras autoridades. Além disso, ele voltou a pressionar o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) para que corte mais os juros, mesmo após a redução de 50 pontos-base anunciada pela instituição mais cedo.
Durante evento da Associação Nacional dos Condados em Washington, Trump disse que o Fed "finalmente cortou os juros hoje", mas argumentou que ele deve fazer isso "mais, um pouco mais".
EUA NA LISTA
Considerando o número "grande" de países com circulação local do vírus, o Ministério da Saúde anunciou também que vai alterar a lista de nações vistas como possíveis origens de casos suspeitos, passando a incluir os Estados Unidos.
Com isso, pessoas provenientes dos EUA que apresentarem sintomas da doença passarão a ser enquadradas como casos suspeitos. O país norte-americano já registrou nove mortes pelo novo coronavírus
Mesmo assim, o secretário-executivo da pasta, João Gabbardo dos Reis, aproveitou entrevista coletiva nesta terça-feira para minimizar os números estatísticos, afirmando que "nós não vamos ficar contando casos eternamente".
"Nós já temos a convicção de que o vírus está circulando, e a partir de agora cada vez mais nós vamos nos preocupar com a questão da assistência", afirmou Gabbardo.
"A questão estatística agora deixa de ter importância. O que passa a ser mais importante para nós é o cuidado com a prevenção", acrescentou o secretário.