Auto Mercado

Herói da resistência

Eduardo Rocha
| Tempo de leitura: 2 min

O Chevrolet Cruze Sport6 foi o único que sobrou. Todos os outros hatches médios de marcas generalistas sucumbiram. E há pelo menos dois bons motivos para o Cruze Sport6 ter sobrevivido. O primeiro é que modelo é uma variante do Cruze sedã, que tem um bom desempenho no mercado. O sedã vende cerca de 1.500 unidades mensais, o hatch fica em torno de 500 emplacamentos mensais e os dois juntos formam um volume razoável na linha de produção, que fica na Argentina, para um carro com preços acima de R$ 100 mil. O outro é que, na linha 2020, a Chevrolet manteve um alto nível de sofisticação no acabamento e nos equipamentos, ao mesmo tempo que promoveu o mesmo face-lift aplicado ao sedã. A grade dianteira ganhou uma barra cromada, que se funde com a moldura da entrada de ar. Na traseira, as lanternas ficaram protuberantes, dando um visual tridimensional.

No interior, acabamentos em plástico preto fosco e em preto brilhante são combinados com detalhes cromado. Os bancos e o painel são revestidos em couro na cor caramelo. A nova configuração hatch custa exatamente o mesmo preço do sedã. No caso da versão de topo Premier II, sai a R$ 123.890 e tem como único opcional a cor da pintura, que pode acrescentar no máximo R$ 1.650. Esse valor inclui equipamentos desejáveis, como farol alto automático, frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres, sensor de ponto cego, alerta de manutenção de faixa e controle de estabilidade e tração, seis airbags e sistema de estacionamento automático. A versão de entrada, a LT, que tem um recheio bem menos interessante, sai a R$ 101. 190, enquanto a intermediária Premier I fica em R$ 112.090.

Sob o capô, o hatch traz o propulsor 1.4 turbo com injeção direta e duplo comando variável, capaz de entregar 150/153 cv de potência e 24/24,5 kgfm de torque com gasolina/etanol. A transmissão é a mesma de todas as configurações, automática de seis marchas. O zero a 100 km/h do modelo fica em exatos 9 segundos, o mesmo do sedã. Aliás, a diferenças entre as duas versões são 11 kg a menos no peso e 21 cm no comprimento.

Além de uma boa dinâmica, o modelo mostra baixo consumo de combustível - quase o mesmo consumo que o sedã. Com bom nível de requinte, recursos tecnológicos e bom desempenho, o Cruze Sport6 tem boas possibilidades de sobreviver através de sua diferença no mercado.

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