Nacional

População se une em tragédia

FolhaPress
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Guarujá - "Reconheci minha sobrinha ontem. Estou esperando notícia da minha irmã e do meu cunhado. Tenho fé que vamos encontrar pelo menos os corpos. A esperança é a última que morre", diz Renata Silva, 42, enquanto organiza em seu bar doações que chegam às vítimas das chuvas que assolaram a Baixada Santista na madrugada de terça (3).

Renata é tia de Jhenifer Nunes, 25, cujo corpo foi encontrado na terça na Barreira João Guarda, no Guarujá (SP), e aguarda notícias da irmã Jeane Nunes e do cunhado José Ivanildo, que estão desaparecidos.

A família morava no alto do morro, em uma casa de alvenaria que foi construída recentemente por ser mais segura que o barracão onde viviam antes --e onde a própria Renata morou anos atrás, antes de de mudar para uma parte mais baixa.

"O sonho de todos nós é morar num lugar mais seguro, claro, mas nunca imaginamos que isso poderia acontecer. Ela construiu uma casa com laje e tudo. Foi uma tragédia."

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