Sátiras e imitações de figuras políticas, promovidas por humoristas, sempre existiram. Teve imitação do Collor, do Itamar, do Sarney, do Lula, da Dilma e, agora, do Bolsonaro.
O mesmo pode se dizer em relação a críticas bem humoradas feitas durante o carnaval (lugar adequado para palhaçadas). Porém, um presidente (com "p" minúsculo mesmo), utilizar um carro oficial (pago com nosso dinheiro), num momento crítico (14 meses sem resultados e um PIB pífio) e fazer chacota?
Não parece atitude de um homem de cabelos grisalhos, oriundo do Exército Brasileiro e que ocupa o mais alto cargo de um país. Ele e seu dublê, lado a lado, estavam à altura um do outro - pareciam o Patati & Patatá (sem querer ofender esses profissionais do riso).
Um governante sério estaria preocupado com o destino do país. Um governante sério não se negaria a dar explicações sobre sua administração àqueles que nele acreditaram e depositaram sua confiança, convertida em votos.
Entretanto, nosso presidente prefere valer-se da grosseria, da ofensa ou, quando não, de pataquadas infantis e vexatórias frente o mundo civilizado.
Hoje só me resta uma dúvida sobre o que é pior: a postura de um presidente que parece ter perdido o juízo ou a postura de parte da população que continua aplaudindo seu comportamento, parecendo ter perdido todo o senso crítico e noção do ridículo?
Pobre Brasil....