Nacional

OMS vê risco de desabastecimento de remédios

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 1 min

Genebra - A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que monitora o potencial risco de desabastecimento de remédios e outros suprimentos médicos pelo surto do novo coronavírus que atinge mais de 80 países e territórios. No mundo já são 101.781 casos confirmados.

Ontem, o diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que a falta de remédios é uma possibilidade não só pela alta na demanda de suprimentos médicos, mas pelo fato de a China ser um dos principais produtores de insumos para essa indústria. "A OMS concentra-se nos remédios essenciais para atenção básica e emergências", disse ele.

Ghebreyesus afirmou que a organização está trabalhando com associações de indústrias, agências regulatórias e outros parceiros para monitorar esse risco de desabastecimento. Até agora, diz a OMS, não foi identificado nenhum risco iminente de falta de remédios, mas a entidade demonstrou preocupação com a situação de abastecimento de oxigênio medicinal.

"O acesso ao oxigênio medicinal pode ser a diferença entre a vida e a morte para alguns pacientes", disse.

SEM PANDEMIA

Ele ainda reiterou que não se vive uma pandemia, mas epidemias em alguns locais, e destacou novamente a importância de os países darem prioridade a medidas de contenção do surto, mesmo com aumento de casos. Segundo afirma, tornar a disseminação mais lenta pode salvar vidas ao dar mais tempo de preparação aos governos e sistemas de saúde. "Cada dia que conseguimos desacelerar a epidemia é um dia a mais que os hospitais podem se preparar, um dia a mais que os governos podem preparar profissionais para detectar, testar, tratar e cuidar dos pacientes, um dia que estaremos mais próximos de vacinas e tratamentos", declarou Ghebreyesus.

Comentários

Comentários