Tribuna do Leitor

Luciano Dias Pires e a história

Itamir Crivelli
| Tempo de leitura: 2 min

Li a reportagem do Luciano sobre a família de Francisco Gabriel, seu Chico, o açougueiro, como nós o conhecíamos. Vieram-me à lembrança fatos da época em que passei a infância naquela região. Apesar de meus 93 anos, você com 92 deve lembrar-se melhor. Recordei-me do sr. Barosa, proprietário do Posto Energina, que construiu uma residência nas proximidades do posto com azulejos importados de Portugal; na época uma audácia que foi posta à visitação pública, tal a beleza de sua estrutura e apresentação.

O armazém do sr. Coimbra; a padaria de D. Viola; a usina de pasteurização de leite dos Garcia. O Juvenal Bastos, sócio do seu Chico. Os bucheiros da época, Mondeli e De Santis, que vendiam miúdos dos animais abatidos no matadouro municipal. Mondeli, hoje, potência internacional. O sr. Isidio Bastos, que dirigia o matadouro, onde hoje é o Jardim Santana. Enfim, lembrei-me dos filhos do seu Chico, o Nucho, sua irmã Igéia que, com a Branca, filha do sr. Bichusky e irmã do Jaime, formavam dupla imponente da beleza feminina digna dos melhores concursos, tal a perfeição de suas formas.

Recordei-me do início da construção da Igreja Nossa Senhora Aparecida. Lá, no "larguinho", onde jogávamos pião e "búricas", às vezes uma "pelada" para passar o tempo. Você, Luciano, realmente conseguiu tirar-me do sério e a emoção transformou-me por completo, por que não dizer, quase chorei. O carinho dispensado, a maneira dócil e gentil no trato da história dessas pessoas, dignificam sua convivência entre nós. Como jornalista e historiador, você é completo e nos enche de orgulho e satisfação pela oportunidade que nos oferece para revivermos e sonharmos, no tempo e no espaço, a respeito de tudo que nos proporcionou prazer e alegria e que hoje só o coração saudoso sente, relembrando e confirmando a frase dos poetas de que 'a saudade é dor pungente que mata a gente'.

Comentários

Comentários