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Contra o vírus, higienize seus objetos

Ana Beatriz Garcia
| Tempo de leitura: 3 min

Uma pessoa toca o celular, em média, 2,6 mil vezes ao dia, de acordo com um estudo realizado pela Dscout Research. Além deste objeto inseparável da maior parte da população, outros itens como óculos, canetas, relógios, teclados e mouses têm contato com as nossas mãos várias vezes diariamente sem serem higienizados.

Com a pandemia do coronavírus, cuidados básicos de higiene, como lavar as mãos regularmente, ganharam os holofotes. E a preocupação sobre como fazer para limpar os objetos ao nosso redor também não pode ser deixada de lado.

O combo água e sabão e o álcool em gel são usados para limpar as mãos no dia a dia. Evitar o contato interpessoal e com superfícies que possam estar contaminadas é outra recomendação do Ministério da Saúde. Mas, como lidar com os objetos pessoais que são utilizados todos os dias?

Em locais públicos ao redor mundo, tornou-se comum ver gente tentando abrir as portas com os cotovelos, passageiros de trens evitando segurar em barras e alças e pessoas limpando suas mesas no escritório todas as manhãs.

"As recomendações são para que não haja contato com as mãos e secreções das pessoas, já que essa é a forma mais fácil de contágio. Logo, isso também se aplica aos objetos", explica o infectologista Fernando Monti.

Ainda de acordo com ele, assim como as mãos, esses objetos também devem ser higienizados várias vezes ao dia. "Não há um número certo de vezes. Mas, todas as vezes que a pessoa achar que expôs seus objetos pessoais, o ideal é higienizá-los com álcool em gel ou na forma líquida. No celular, tomando cuidado para não molhar os componentes", diz.

PERMANÊNCIA

Alguns estudos sobre outros tipos do coronavírus descobriram que o vírus pode sobreviver em superfícies de metal, vidro e plástico por até nove dias, a menos que elas sejam desinfetadas adequadamente, de acordo com uma publicação da BBC.

Segundo o médico Fernando Monti, independentemente do tempo de sobrevida do vírus fora do corpo humano, tocar uma superfície ou objeto que contenha o vírus e depois tocar o próprio rosto "não é considerado o principal meio de propagação".

Ainda assim, o infectologista - bem como a Organização Mundial de Saúde (OMS) e outras autoridades em saúde - enfatiza que lavar as mãos e limpar e desinfetar superfícies e objetos manipulados frequentemente é essencial para impedir a propagação do Sars-Cov-2.

O Centro de Controle de Doenças (CDC) norte-americano, por exemplo, explica que as pessoas devem esterilizar qualquer objeto de alto contato, como maçanetas, banheiros, balcões, assim como os smartphones, tablets e teclados.

APARELHOS

Como dito no início desta reportagem, os celulares são altamente manuseados no dia a dia e os principais fabricantes já disponibilizaram um passo a passo para seus usuários fazerem a higienização correta de seus aparelhos (confira no quadro ao lado).

De acordo com recomendação do Conselho Federal de Química, o álcool isopropílico é o mais indicado para ser usado na limpeza de produtos eletrônicos. "Por possuir um carbono a mais que o etanol na cadeia carbônica, é menos miscível em água, dificultando a oxidação das peças. Deve-se ter cuidado com a quantidade de produto aplicada, não devendo molhar o equipamento", diz a entidade, em nota oficial.

 

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