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Trabalho voluntário mantém Observatório

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 1 min

Há mais de uma década, o Observatório Didático de Astronomia, em Bauru, promove a popularização do ensino da ciência. De uns tempos para cá, o local passou a sobreviver graças ao trabalho de 32 voluntários, entre estudantes, professores e até funcionários da Unesp. Recentemente, a coordenação do órgão também deu início a uma campanha de arrecadação de fundos.

Responsável pelo Observatório de Astronomia e professor do Departamento de Física da Unesp, Rodolfo Langhi explica que o local sofre com o corte de verbas desde 2016, quando o governo estadual começou a registrar queda da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Paralelamente, a crise econômica mundial atingiu a Unesp, que precisou cortar recursos. "Na época boa, chegamos a ter até dez bolsas, cada qual de R$ 400,00 mensais", revela.

No entanto, o professor afirma que, para 2020, a universidade aprovou apenas um auxílio estudantil. No mesmo período, o Observatório também receberá uma ajuda de custo baixa: R$ 700,00. A contenção nem levava em conta a pandemia de Covid-19.

CAMPANHA

Por isso, a campanha de arrecadação de fundos se tornou necessária. Além dela, o órgão abre para visitação uma vez por mês (o que está suspenso, por tempo indeterminado, por conta da pandemia). Mas, nestas ocasiões, costuma vender lembranças fabricadas pelos próprios alunos. Muitos visitantes também fazem doações em equipamentos.

Segundo Rodolfo, o Observatório conta, ainda, com alguns projetos inscritos junto às instituições federais de fomento, como Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Mesmo assim, a arrecadação não é a ideal, afinal, a coordenação gostaria de implementar novas atividades gratuitas voltadas ao público em geral, como o Museu do Céu e um planetário de alta qualidade.

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