Atravessamos um período quando ocorre uma pandemia de enormes proporções. Resumindo, quase o mundo todo atingido por um coronavírus. O ser humano tem sobrevivido, durante milênios, às epidemias, muitas vezes pandemias, com cerca de três bilhões de mortes, mas, estamos aqui. Vamos rememorar um pouco dessa triste História, sem a pretensão de apresentar aqui dados extremamente corretos, o que depende também das diversas fontes consultadas. Vamos começar pela Grécia, 429-426 antes de Cristo: 100.000 mortos (tifo?) durante a Praga de Atenas! Entre 165-180 d.C. a Praga Antonina ceifou 5 milhões de vidas, na Europa, Ásia Ocidental e Norte da África.
A bactéria Yersinia pestis, durante o século XIV, através da muito citada peste negra, matou entre 75 e 200 milhões de pessoas na Europa, Ásia, Norte da África, cerca de 30% de toda a população. A Praga de Justiniano matou cerca de 65 milhões de pessoas na Europa, Egito e Ásia Ocidental, 40% de toda a população, pelos anos 541-542 d.C. A gripe espanhola (primeira versão da H1N1), entre 1918-1920 levou 50 a 100 milhões de vidas. Houve 500 milhões de infectados no mundo. No Brasil matou o presidente da república, Rodrigues Alves. A tuberculose, incrivelmente, em 100 anos (1850-1950) matou até 1 bilhão de pessoas. Isso mesmo! A gripe asiática, (influenza), em 1957-1958 matou 2 milhões de pessoas. A varíola matou 300 milhões entre 1896-1980. HIV/AIDS? Entre 1981 e 2020 matou entre 21 e 30 milhões. Cólera? Mais de 800 mil mortes, entre 1899-1923, na Europa, Ásia e África. A gripe suína (H1N1), 2009-2010, contaminou cerca de 500 mil pessoas, matando cerca de 17.000. Ebola? 12 mil mortos, iniciando em 1976 no Congo. O tifo, entre 1918 e 1922, matou mais de 3 milhões. A influenza matou mais de um milhão de pessoas, entre 1889-1890! Na Rússia morreram cerca de um milhão, de cólera, entre 1852-1860. No México a Salmonella entérica matou 80% da população (?), cerca de 5 a 15 milhões de pessoas, entre 1545-1548, e, entre 1576-1580 matou mais 2 milhões e meio da população (50% de então). A peste persa, na Pérsia, matou mais de 2 milhões de pessoas em 1772. Nós, seres humanos, temos sobrevivido aos malignos micro-organismos. O mundo não acabou e não acabará agora, por causa da Covid-19! Precisamos, como humanidade organizada, tecnológica e cientificamente, acreditar em todos os parâmetros ligados à Epidemiologia. Precisamos investir, maciçamente, em meios e modos de antever epidemias/pandemias! Não se pode aceitar, em pleno desenvolvimento do terceiro milênio, que ainda possa acontecer um fenômeno previsível como esse e ficarmos assistindo tantos infectados e tantos mortos, sem vacinas e sem tratamentos adequados. Orar, rezar, mas aplicar, com muita antecedência, os recursos necessários para que se possa reagir muito rapidamente e não termos de conviver, quase passivamente, com desastres Naturais assim.
Que fale a OMS, que falem os governos, que a Ciência fale! Prevenir é muito menos dolorido economicamente, além de salvar a humanidade de um quadro de morbidade/mortalidade cada vez pior haja vista o aumento do número de habitantes do planeta.