São Paulo - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), renovou a quarentena no Estado por mais 15 dias. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (6) no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi. Doria também afirmou que as guarda-civis e Polícia Militar serão usados para dissipar aglomerações, se necessário.
De acordo com o tucano, as primeiras medidas serão orientativas. "Se não o fizerem, a segunda etapa será de medidas coercitiva, podendo penalizar com medidas previstas em lei, incluindo a prisão", disse Doria. O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), também endureceu o tom e afirmou que a ordem é lacrar comércios abertos.
O tucano mais uma vez se contrapôs a Bolsonaro, dessa vez afirmando que várias pessoas do governo, com exceção do presidente, são favoráveis ao isolamento. "Será que todos eles estão errados? Será que a ciência mundial está errada?", disse o tucano. "Será que um único presidente da República no mundo é o certo? É quem detém o poder, a ciência, para discordar do mundo?".
O novo período de quarentena vai até 22 de abril. Para embasar as decisões, Doria trouxe médicos para dar depoimentos sobre o assunto. "Se não houvesse nenhum tipo de medida, teriamos 277 mil mortos. Com as medidas vamos reduzir em 166 mil mortes", disse Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, sobre um cenário para 180 dias.
De volta ao trabalho, após se recuperar de coronavírus, o infectologista Davi Uip fez um depoimento sobre a sua experiência. "Foi um sentimento muito angustiante. você ir dormir não sabendo como acordar. Felizmente, Deus me ajudou e eu venci a quarentena", disse.
Davi Uip foi aplaudido pelos presentes no Palácio dos Bandeirantes.