Li seu sentido lamento publicado em forma de anúncio publicitário na edição do JC de terça, 07/04, onde expressa de forma bem clara a situação dos comerciantes bauruenses (e brasileiros de uma forma geral) diante da pandemia em curso.
Não coloco no mesmo patamar, como o faz, os comerciantes e os comerciários, empregador e empregado, pois um está muito mais debilitado que o outro. O empregado tem sofrido com a redução dos seus direitos trabalhistas, algo implantado pelo desGoverno hoje no comando do país, esse mesmo que contou com o apoio dos comerciantes até bem pouco tempo, quiçá dos próprios empregados.
Como de desilusão em desilusão muito se aprende, creio que o Senhor Inominável (como denomino o presidente desta república) perdeu hoje o apoio de ambos. Das escolhas feitas, o Brasil de hoje, num beco sem saída, com o comércio tendo perdido sua força e pujança, algo mais que perceptível ao se verificar as portas fechadas pela cidade, tudo agravado, evidente, com a Covid-19. Sua carta demonstra essa desilusão, clamando pela ajuda que tarda a vir, quando deveria ser imediata, porém, sabes que isso deverá será protelado até beirar as raias do insuportável.
Assim como a proposta para os desvalidos era de R$ 200 reais e os R$ 600 só ocorreram depois de muita pressão, só vejo uma saída para todos nesse momento: eliminar as diferenças, o distanciamento das propostas e partir para o confronto.
Algo que já deveria ter sido de fato proibido são as demissões, mas para isso o Estado precisaria mostrar a que veio, abrir seus cofres, estar ao lado dos anseios da população, deixar de lado o pensamento único pelas vias das leis do mercado.
Tenha certeza, sem luta, nem o que almeja, nem o direito do trabalhador será alcançado a contento. Que a gente saiba separar melhor daqui por diante o joio do trigo. Baita abracito!