Articulistas

O trono de Deus

Arnaldo Pinzan
| Tempo de leitura: 2 min

Estamos atravessando uma época especial das solenidades cristãs. Como estão colocados nas escrituras sagradas, fatos relevantes que antecedem a crucificação de Cristo, como sua entrada triunfante em Jerusalém, comemorada no Domingo de Ramos, segue sua caminhada sabendo que será vendido por 30 moedas por um de seus seguidores, seguindo para um julgamento onde o Imperador Pilatos lava as mãos por não encontrar motivos condenatórios que o levem à morte muito sofrida, determinada pelo povo insuflado pelos sacerdotes e doutores da lei.

Seu ensinamento de sentido de Páscoa é a passagem desta vida para a da eternidade. Até agora, relembrei fatos de conhecimento de todos. Mas alguns relatos bíblicos são curiosos, como daquela mãe que pede a Cristo que seus dois filhos ocupem os tronos à direita e à esquerda do Salvador.

Neste ponto, chamo a atenção para uma reflexão dos dias atuais, onde políticos (presidente, deputados estaduais e federais, senadores, vereadores), autoridades judiciais, autoridades médicas, variados meios de comunicações (até com falsas afirmações), empresários, vêm a público para (des)orientar um contingente populacional que está atônito, amedrontado e desesperançado. Como aquela mãe, também querem seu momento de glória, e sentarem-se ao lado ou mesmo no próprio Trono de Deus, que não está vago.

Historicamente, vemos quanta cegueira naqueles doutores da lei e sacerdotes, que, compreensivelmente para a época, não admitiam a divindade do Filho de Deus.

E 2000 anos depois, a cegueira ainda permanece. Todos sabemos que um dia partiremos deste mundo, mesmo contra a nossa vontade, e por meios que ainda bem que desconhecemos. Há alguns meses, foi divulgada a queda de uma marquise onde dois jovens estavam sob ela e somente um morreu.

Quantas vezes, ao passarmos pelo posto da Polícia Rodoviária, vemos carcaças de automóveis acidentados e que alguns de seus ocupantes conseguiram sair vivos.

Quantas pessoas, principalmente idosos, caem e têm consequências diferentes. Quantos pacientes se recuperam, depois de desenganados pelos médicos e outros, após exames laboratoriais, saem contentes com os resultados e falecem por um motivo alheio à sua saúde.

Não estou justificando as mortes, mas ainda bem que viemos ao mundo sem código de barras com a data de validade. Estamos passando momentos angustiantes, como também passaram nossos antepassados, que já não podem nos ensinar como superaram.

Um dia, que seja breve, essa pandemia passará, e aprendemos com ela valorizar nossos queridos familiares, esquecidos pela labuta diária, pela importância das diversas profissões em nossas vidas, desde as mais simples, pelos alimentos que podemos ter em nossa mesa e agradecermos diariamente a Deus por nos proporcionar essas benesses e não sermos ingratos, como o governador Ronaldo Caiado, que proclamou que não precisava daquele voto.

Então, não foi a somatória de cada voto que o elegeu? Autoridades de hoje, lembrem-se que a cova será o destino de todos nós, como foi para o próprio Filho de Deus, que depois fez a passagem e ressuscitou.

Comentários

Comentários