Tribuna do Leitor

Sobram Judas, faltam Santos

Márcio M. Carvalho
| Tempo de leitura: 1 min

Em época de Semana Santa, no presépio de Brasília faltam Santos, mas sobram Judas

Por exemplo, no episódio da gravação da conversa entre o ministro Ônix e o ex-ministro Osmar Terra, isso ficou bem demonstrado. O episódio mostra uma tomografia intestina do governo Bolsonaro e faz imaginar quantos outros semelhantes ocorrem sem serem gravados.

O presidente é chamado tacitamente de "frouxo" por não ter "cortado a cabeça" do ministro Mandetta, e mostra toda vassalagem de Osmar Terra, embora médico e conhecedor da visão cientifica, mas sempre disposto a contrariar a ciência. Disposto a qualquer traíragem, sempre para agradar o chefe.

Este governo é composto de vários bons ministros como Moro na Justiça, Mandetta na Saúde, Guedes na Economia, Tarcísio na Infraestrutura e o grupo de Generais. No entanto, temos também alguns "Brucutus" como o ministro da Educação, das Relações Exteriores e o próprio Ônix, ironicamente da Cidadania. São os bolsominions e os indicados pelo ex-astrólogo e sociólogo de araque Olavo de Carvalho.

Quem faz um bom serviço e por isto aparece para a mídia sofre imediatamente retaliação "palaciana" e o ciúme doentio do limitado presidente. Não respeitam nem mesmo o momento grave por que passa o país e querem numa disputa pelo poder, mudar o comando da crise. Por puro ciúme e vontade de aparecer do doente, que quer dar ordem ao médico.

Pior ainda a oposição a Jair Bolsonaro, dominada pela dupla do Democratas Maia e Alcolumbre, pelos viúvos da roubalheira petista, adeptos do quanto pior melhor e o centrão fisiológico. Nada tem a acrescentar de positivo neste diálogo.

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