Em época de Semana Santa, no presépio de Brasília faltam Santos, mas sobram Judas
Por exemplo, no episódio da gravação da conversa entre o ministro Ônix e o ex-ministro Osmar Terra, isso ficou bem demonstrado. O episódio mostra uma tomografia intestina do governo Bolsonaro e faz imaginar quantos outros semelhantes ocorrem sem serem gravados.
O presidente é chamado tacitamente de "frouxo" por não ter "cortado a cabeça" do ministro Mandetta, e mostra toda vassalagem de Osmar Terra, embora médico e conhecedor da visão cientifica, mas sempre disposto a contrariar a ciência. Disposto a qualquer traíragem, sempre para agradar o chefe.
Este governo é composto de vários bons ministros como Moro na Justiça, Mandetta na Saúde, Guedes na Economia, Tarcísio na Infraestrutura e o grupo de Generais. No entanto, temos também alguns "Brucutus" como o ministro da Educação, das Relações Exteriores e o próprio Ônix, ironicamente da Cidadania. São os bolsominions e os indicados pelo ex-astrólogo e sociólogo de araque Olavo de Carvalho.
Quem faz um bom serviço e por isto aparece para a mídia sofre imediatamente retaliação "palaciana" e o ciúme doentio do limitado presidente. Não respeitam nem mesmo o momento grave por que passa o país e querem numa disputa pelo poder, mudar o comando da crise. Por puro ciúme e vontade de aparecer do doente, que quer dar ordem ao médico.
Pior ainda a oposição a Jair Bolsonaro, dominada pela dupla do Democratas Maia e Alcolumbre, pelos viúvos da roubalheira petista, adeptos do quanto pior melhor e o centrão fisiológico. Nada tem a acrescentar de positivo neste diálogo.