Washington - O número de casos de coronavírus nos EUA ultrapassou meio milhão no fim de semana do feriado de Páscoa, com 18.777 mortes, enquanto o presidente Donald Trump afirmou que a decisão sobre quando será seguro reabrir o país será a maior que ele já teve de tomar. Especialistas em saúde pública alertaram que o número de mortos nos EUA poderá subir para 200 mil durante o verão, se os pedidos sem precedentes para ficar em casa forem suspensos.
Trump, buscando a reeleição em novembro, disse desejar que a vida volte ao normal o mais rápido possível e que as amplas restrições ao movimento destinadas a conter a propagação da doença Covid-19 causada pelo novo coronavírus carregam seus próprios custos à saúde pública e à economia.
Trump afirmou que os fatos determinariam o próximo passo. Questionado sobre quais parâmetros ele usaria para fazer seu julgamento, ele apontou para sua testa: "Os parâmetros estão aqui, esses são os meus parâmetros." As atuais diretrizes federais vão até 30 de abril.
O presidente terá que decidir se deve estendê-las ou começar a incentivar as pessoas a voltar ao trabalho e a um estilo de vida mais normal. Trump disse que iria divulgar um novo conselho consultivo, possivelmente na terça-feira (14), que incluirá alguns governadores estaduais e se concentrará no processo de reabertura da economia dos EUA.
O número de americanos que buscam benefícios de desemprego nas últimas três semanas ultrapassou 15 milhões, com novos pedidos semanais superando 6 milhões pela segunda vez consecutiva na semana passada. O governo disse que a economia eliminou 701.000 empregos em março. Essa foi a maior perda de empregos desde a Grande Recessão e encerrou o maior boom de empregos na história dos EUA, iniciado no final de 2010.
NOVA YORK
As escolas públicas de Nova York, cidade mais afetada pela pandemia de coronavírus no mundo, estarão fechadas até o final do ano letivo, anunciou o prefeito Bill de Blasio neste sábado (11). O prefeito disse que tomou a decisão depois de conversar com Anthony Fauci, o principal consultor científico do governo dos EUA. A nova medida afeta 1,1 milhão de crianças, que deveriam concluir o ano letivo no final de junho.
As escolas públicas de Nova York já estão fechadas desde 16 de março, mas com aulas online.