Felicito aqueles que pensam na manutenção da vida, inclusive na dos outros. Aos medíocres e ressentidos, não vale a pena perder tempo. Com a mudança do ministro da saúde amplifica-se as ameaças para descumprir o isolamento. No RJ, é obra dos milicianos, em Bauru, da Acib e Sincomércio (JC, 16 e 17/04). Temos que ter cuidado com algumas posições pois elas podem ser confundidas, ainda mais em cenário de valorização da ignorância.
O isolamento tem garantido um ritmo lento da infecção e propiciado um atendimento razoável para os infectados pois os exames continuam demorados. Abrir algumas lojas nesse momento é iludir o comerciante, os trabalhadores e a população, dizendo que vai incentivar a economia. Vai sim, incentivar o comércio das funerárias, pois vai morrer mais gente. E quem vai morrer em massa não serão os patrões mas sim a população mais pobre, os trabalhadores informais, aqueles que não tem planos de saúde, etc. E talvez não tenham dinheiro para comprar o caixão. Essa população tem que ser ajudada pelo Estado em todos os níveis e tem que gastar sim, pois o Brasil não é pobre, mas o dinheiro é mal utilizado, por ex.: quase 50 % do PIB é usado para pagar os serviços e juros da dívida pública anualmente, ela nunca diminui e "não se sabe" de onde veio esse endividamento. Por outro lado, abrir em parte ou isolamento vertical vai ampliar a contaminação pois aquele que sai para trabalhar volta para infectar os membros da família que estão isolados. Proposta genocida!
Essa parcela da população não ficou pobre por causa da crise, mas principalmente por causa da política econômica desse desgoverno, essa população está desempregada (12 milhões) por causa da política econômica desse desgoverno e não por causa do vírus, o aumento do PIB 2019 foi 1,1% por causa da política econômica desse desgoverno e não por causa do vírus, o dólar está acima de R$ 5,00 por causa da política econômica desse desgoverno e não por causa do vírus. Os bancos faturam bilhões por ano em função dessa política econômica desse desgoverno, ganharam 1,2 trilhão do Governos Federal por causa da crise e os trabalhadores R$ 600,00 e as pequenas e médias empresas têm que brigar com os bancos para receberem a ajuda federal. Mesmo assim, tem setores de economia que não estão em crise, são os essenciais. Ou seja, vamos cair na real e parar de ficar repetindo essa grande bobagem: "A economia não pode parar". Ela já está parada sem a pandemia por causa da política econômica desse desgoverno. Ou seja, ela é um fracasso para o setor produtivo e fantástica para os setores especulativos.
Precisamos entender que a crise é mundial, vai ter recessão, sim. Vários comércios e empresas vão fechar no mundo inteiro. Teremos um número enorme de desempregados. Nesse sentido, não vamos voltar a normalidade anterior. Cabe às entidade patronais começarem a pensar em novas formas de existir e serem criativos. Algumas deixarão de existirem por não serem essenciais, outras poderão surgir. Em todas as crise do capitalismo são as grandes empresas que sobrevivem, aliás, isso é parte do capitalismo. Os grandes compram os pequenos ou subjugam a seus interesses. Não sou favorável a isso, mas o capitalismo é um sistema baseado na acumulação e na exploração dos trabalhadores, os patrões enriquecem à custa do trabalho alheio. Por isso ficam desesperados nesses momentos. Somente em uma sociedade onde os meios de produção sejam socializados e todas as pessoas tenham acesso aos direitos fundamentais isso vai mudar. Nesse momento, uma sociedade mais igualitária e que possibilitem acesso a toda a população dos direitos fundamentais já seria um começo.