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Solidariedade sempre!

Maria América Ferreira
| Tempo de leitura: 2 min

É tempo de doar. Doar faz bem, enobrece o ego e acalma a alma. Há quem diga que os que querem fazer caridade não precisam aparecer. Tem muita gente que faz isso. Porém, é preciso distinguir o que é caridade da solidariedade. Ser caridoso é ter pena de alguém, é se sentir na obrigação de dar alguma coisa, apenas para ficar em paz consigo mesmo.

Ser solidário é diferente. É repartir, compartilhar, socorrer aqueles que precisam mais, por conta das circunstâncias em que se encontram. Diante do cenário de pandemia que vive o mundo, as pessoas estão descobrindo o que é ser solidário. As ações de ajudar, dividir, principalmente alimentos, para socorrer as famílias que enfrentam o desemprego, estão sendo feitas em todos os cantos do País. Começa por aqueles que têm um pouco mais e são capazes de doar para o outro, independentemente de quem seja esse outro. Algumas grandes empresas já entenderam que o momento é de ajudar e também entram nessa corrente de doações. É preciso que mais e mais empresas façam o mesmo.

O momento é delicado. A situação econômica do País tende a ficar pior nos próximos meses, por conta do aumento do desemprego que já apresentava um alto índice, antes mesmo dessa pandemia.

Não é só a pandemia que pode matar. A recessão que se vislumbra também pode provocar mortes. Não se trata de pessimismo, mas sim, de analisar a realidade e não negar o que está por vir.

Infelizmente, há o outro lado de toda essa situação, que se trata da política do País. Executivo, Legislativo e Judiciário se esquecem de que quem os mantém no poder é o povo. Nos últimos anos, o País tem enfrentado uma situação política devastadora. A corrupção correu solta e a roubalheira envolvendo políticos e setores empresariais foi assustadora. E o povo, que teoricamente é o dono do poder, assiste a tudo incrédulo. Enquanto uns torcem para que tudo dê errado, outros lutam para tentar colocar o País no eixo. Mas o poder. Ah! O poder corrompe por excelência e aí, a queda de braço é coisa de gente grande.

Há que se ter jogo de cintura e equilíbrio para dançar nessa corda bamba. Enquanto isso, esperamos que essa solidariedade despertada sirva também, para a evolução humana. Que isso não termine quando a pandemia passar. A fome e as dificuldades já existiam muito antes de tudo isso. Portanto, quem conseguiu abrir os olhos, verá que não é possível fechá-los mais diante da pobreza.

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