Geral

Sem reeducandos, limpeza cai 80%

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

Responsável pela limpeza de cerca de 9 milhões de metros quadrados de áreas públicas, a Secretaria Municipal de Administrações Regionais (Sear) está sem os 120 reeducandos que prestavam o serviço, afinal, o contrato acabou suspenso em virtude da pandemia do novo coronavírus. Com isso, desde o dia 23 de março deste ano, a pasta passou a atender a demanda só com 15 servidores, fato que provocou uma redução de 80% do seu ritmo de trabalho.

É o que estima o titular da Sear, Levi Momesso. De acordo com ele, a zeladoria da cidade não está parada, mas o órgão precisou priorizar a capinação de avenidas e praças mais movimentadas, atrasando o cumprimento do cronograma geral. "Além disso, muitos dos nossos funcionários tiraram férias ou licença-prêmio, por se enquadrarem no grupo de risco da Covid-19", acrescenta.

Ainda segundo Levi, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), que cuidava das praças do município, passou a função para a Sear e chegou até a transferir alguns dos seus trabalhadores. "Agora, a Semma faz somente a poda das árvores. Assim, a zeladoria ficou concentrada em um único local", justifica.

O secretário complementa que divide a demanda com a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb). Contudo, o órgão também perdeu 50 reeducandos da capinação.

Hoje, a Emdurb conta com 30 servidores para tal serviço. Em nota, a assessoria de comunicação do órgão reconhece que a capinação sofreu grande impacto, "pois era a maior mão de obra que tínhamos".

Como ambos os órgãos estão sobrecarregados, Levi afirma que, quando necessário, repassa o serviço para a empresa responsável pela limpeza dos terrenos particulares. Mesmo assim, assume que há atraso.

No ano passado, conforme o JC noticiou, esta empresa foi contratada para executar a limpeza e, em seguida, enviar a conta aos proprietários. Na época, a prefeitura tomou a medida na tentativa de conter a pior epidemia de dengue da história.

O secretário explica que a capinação dos terrenos públicos também está prevista no contrato junto à empresa. "A nossa sorte é que a chuva deu uma trégua e o mato não vem crescendo tão rápido", observa.

DISCREPÂNCIA

Presidente da Associação dos Moradores do Núcleo Octávio Rasi, Regis Augusto denuncia que o problema causou discrepância entre os bairros. "Hoje [ontem], eu passei pela Zona Noroeste da cidade, que compreende o Roosevelt, Nove de Julho e Jaraguá. Percebi que está melhor cuidada do que as regiões do Octávio Rasi, Redentor e Carolina", descreve.

O morador pontua, ainda, que até o entorno da Unidade de Saúde da Família (USF) do Rasi apresenta mato alto. "Eu fico preocupado, principalmente, por conta da dengue", revela.

Conforme o JC já noticiou, os locais sujos chamam a atenção daqueles que jogam lixo. Quando chove, os resíduos depositados nestes terrenos se transformam em receptáculos para a proliferação do mosquito transmissor da doença.

Questionado sobre a reclamação de Regis, o titular da Sear alega que deu prioridade à Zona Noroeste, justamente, porque abrigava o maior foco do Aedes aegypti. "Nós começamos a atuar no Redentor e, nesta semana, será a vez do Rasi", reforça.

SERVIÇO

Para denunciar terrenos públicos ou particulares sujos, basta acionar a Ouvidoria da prefeitura, através do telefone (14) 3235-1156.

Comentários

Comentários