Nacional

Pazuello assume Saúde interinamente

Agência Brasil
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Brasília - O Ministério da Saúde confirmou, na manhã deste sábado (16), que o secretário-executivo da pasta, Eduardo Pazuello, assumirá interinamente o comando do ministério, substituindo Nelson Teich, que deixou o governo, sexta-feira (15). General do Exército, Pazuello foi nomeado para o segundo cargo mais alto da hierarquia ministerial no último dia 22, após Teich assumir o ministério no lugar de Luiz Henrique Mandetta.

Pazuello deverá liberar o uso da cloroquina até mesmo em pacientes com sintomas leves da Covid-19. A medida é determinação do presidente Jair Bolsonaro, que o oncologista Nelson Teich se recusou a cumprir e, diante da pressão, pediu demissão. Atualmente, a pasta orienta profissionais do sistema público a prescrever a substância em casos moderados ou graves.

A expectativa de técnicos do ministério é a de que os critérios sejam apresentados já na próxima semana, antes mesmo de Bolsonaro escolher o substituto de Teich. Segundo relatos de auxiliares do agora ex-ministro, o próprio Pazuello pressionava pela assinatura de um decreto ampliando o uso do medicamento, que não tem a eficácia contra a doença comprovada cientificamente.

O protocolo a ser avalizado por Pazuello deverá ser baseado na resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM). Em abril, a entidade liberou a aplicação da substância em pacientes com sintomas leves, mas ressaltou que a decisão foi tomada "sem seguir a ciência".

Em nota divulgada na noite de sexta-feira, o ministério disse que está "finalizando as novas orientações". "O objetivo é iniciar o tratamento antes do seu agravamento e necessidade de utilização de UTI", diz a pasta. Hoje, o protocolo do Ministério da Saúde é mais cauteloso e segue o que dizem sociedades científicas. A droga pode causar efeitos colaterais graves.

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